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Escondidinho de carne seca, feijão tropeiro, carne de sol com mandioca. A Cachaçaria Água Doce – Sabores do Brasil começou em 1990, na garagem da casa de seu fundador, Delfino Golfeto, e hoje já são mais de 80 franquias espalhadas por todo Brasil, servindo pratos típicos brasileiros e com uma seleção de mais de 100 títulos de cachaça.

Agora, o Grupo Água Doce apresenta duas novas marcas, Rei do Escondidinho e Água Doce Express, com modelos mais compactos de negócio. Diferente da cachaçaria Água Doce que tornou o grupo conhecido, as duas novas marcas têm como foco praças de alimentação de shoppings, galerias centros comerciais e supermercados, por exemplo.

A ideia de partir para um novo mercado, mais voltado ao fast-food, veio de duas percepções, bastante ligadas ao momento econômico que o país vive e as mudanças no consumo dos brasileiros.

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O grupo vinha recebendo contatos de investidores interessados na marca, mas que não tinham capital suficiente para tornarem-se um franqueado da Cachaçaria Água Doce, cujo investimento gira em torno de R$ 650 mil.

Segundo Júlio Bertolucci, Diretor de Franquias do Grupo Água Doce, a orientação aos franqueados é que 70% do capital seja próprio, por mais que existam linhas de financiamento disponíveis. “Quando isso não acontece, muitas vezes o franqueado coloca em risco sua estabilidade financeira pessoal e ainda compromete a marca”, explica Bertolucci.

Em segundo lugar, a empresa observou tendências de mercado e viu uma oportunidade de diversificar seus negócios e se reinventar. Ao entrar nestes novos locais, a marca Água Doce passa a estar mais presente no dia a dia dos consumidores, e não apenas ligada ao entretenimento e à noite boêmia, característica da Cachaçaria.

Novas marcas

Fachada da Água Doce Express, versão compacta do tradicional restaurante do grupoDivulgação

A Água Doce Express é uma nova formatação da própria cachaçaria, que servirá almoço, jantar e petiscos para happy hour. Com cardápio mais compacto e versão individual dos pratos, a nova marca terá algumas novidades que não estão no menu do restaurante principal, como por exemplo a opção de pratos com massas, que não são servidos na Cachaçaria. “O cardápio é 80% fiel ao do restaurante, mas fizemos algumas adaptações para o público dos shoppings, com preços mais acessíveis. São pessoas que estão frequentemente nestas praças, então temos que oferecer um preço que caixa diariamente no bolso delas”, afirma Bertolucci.

Já a Rei do Escondidinho vem com a proposta de focar no carro-chefe da Cachaçaria, que dá nome à nova marca. Além dos quatro sabores tradicionais servidos na Cachaçaria (carne seca, frango, camarão e bacalhau), outros oito foram criados especialmente para a inauguração franquia. “Nossa cozinha também está estudando a opção de sabores doces”, conta Bertolucci.

Como devem ser os quiosques da franquia Rei do EscondidinhoDivulgação

A Express segue o formato tradicional de lojas de praça de alimentação, enquanto a Rei do Escondidinho deve funcionar em quiosques, o que reduz ainda mais o custo da operação. Como o produto é apenas finalizado no local de venda, o espaço de um quiosque é suficiente. “Os espaços em shoppings são valorizados, até porque você tem uma contrapartida da garantia de sempre haver consumidores circulando pelo local. Com o quiosque, se você tem um bom produto e uma marca bem posicionada, a oportunidade de operar bem é quase garantida”, afirma o diretor.

A primeira loja de rua da Água Doce Express será inaugurada no dia 15 de julho, em Santo André. Para 2018, o Grupo espera inaugurar 10 lojas da marca.

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Já o lançamento oficial da marca Rei do Escondidinho acontece durante a ABF Franchising Expo, que acontece em São Paulo entre os dias 27 e 30 de junho. Para este ano, o Água Doce quer abrir seis lojas da nova franquia.

Já da Água Doce – Sabores do Brasil, em 2018 serão no mínimo 10 novos restaurantes. O último inaugurado foi em Boa Vista, em Roraima, e Bandeirantes, no Paraná, será a próxima cidade a ter uma franquia da marca.

O que e de quanto eu preciso?

O empreendedor interessado em abrir uma franquia da Água Doce – Sabores do Brasil tem de desembolsar em média R$ 650 mil, o que pode variar consideravelmente de acordo com a localidade e o ponto comercial. Neste valor, já está incluída a taxa de franquia de R$ 120 mil. Neste modelo, o grupo pede uma área mínima de 400m² e, em média, são necessários 15 funcionários. O faturamento bruto fica em torno de R$ 100 mil a R$ 150 mil mensais, com lucro líquido variando entre 15% e 20%.

As novas marcas pedem investimentos menores.

Em uma unidade da Água Doce Express deve ser investido em torno de R$ 200 mil, com taxa de franquia de R$ 40 mil já inclusa. Neste valor, também estão previstos o projeto arquitetônico e a implantação do negócio, sem incluir a reforma do imóvel. O espaço pode variar entre 25m² e 60m² e o número de funcionários sugerido é de oito para shoppings (dois turnos) e seis para lojas de rua. A estimativa é que o faturamento bruto fique entre R$ 60 mil e R$ 100 mil, com lucratividade de 22% e retorno do investimento em até 36 meses.

Já na Rei do Escondidinho, os quiosques devem custar em torno de R$ 168,5 mil, incluindo taxa de franquia de R$ 35 mil, além de capital de giro, equipamentos e utensílios, o quiosque e o sistema de automação. São indicados que os quiosques tenham três funcionários por turno. O faturamento bruto previsto fica entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, com lucratividade de 22% e retorno do investimento em 24 meses.

Todos os contratos têm validade de cinco anos. Neste período, toda a estrutura do Grupo Água Doce é compartilhada pelas três marcas. ”Quando começamos a pensar nestes novos projetos, entendemos que o tratamento deveria ser o mesmo para todos. Mantivemos os mesmos profissionais, as mesmas assessorias, o mesmo setor jurídico para todas as marcas”, revela Bertolucci.

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A empresa oferece aos franqueados apoio para gestão dos negócios. Negociação com fornecedores, treinamentos e cursos para capacitação de gestores e funcionários, e serviços de marketing e comunicação, entre outros, estão incluídos no pacote da franquia.

O Grupo Água Doce, como todo franqueador, possui critérios para escolher seus franqueados, o que serve tanto para a marca original, como para as novas. Além da necessidade de capital próprio já apontada por Bertolucci, o interessado deve ter Ensino Superior completo e alguma vivência com comércio, em posições de liderança, mesmo que não seja no ramo alimentício.

A única diferença, segundo o diretor, é que para a Cachaçaria o grupo exige que o operador franqueado esteja sempre presente, no balcão, enquanto o estabelecimento estiver aberto. “Para as novas operações, isso não é necessário, porque são processos um pouco mais simplificados. Mas não significa que o franqueado não precisa acompanhar de perto o negócio, ao menos uma visita diária é necessária”, explica Bertolucci.

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