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Mesmo após ofensiva do BC, dólar bate R$ 3,80 e pode subir muito mais

Analistas temem tensão comercial entre EUA e outros países e, internamente, o cenário político instável e também as incertezas em torno da Petrobras e outras estatais

  • Da Redação
 | Fernanda Carvalho/Fotos Públicas
Fernanda Carvalho/Fotos Públicas
 
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A moeda norte-americana esmagou as emergentes nesta terça-feira (5). Em relação, fechou o dia em R$ 3,80, batendo um novo recorde em mais de dois anos. A alta ocorreu mesmo com a atuação do Banco Central, que anunciou, ao meio-dia, que colocaria mais contratos no mercado. Basicamente, o que afetou a cotação foi a guerra comercial que os Estados Unidos estão travando com outros países, em especial o anúncio do México, que disse que vai impor tarifas de 15% a 25% sobre produtos siderúrgicos americanos e alguns itens agrícolas, depois de prometer retaliações contra as tarifas sobre metais anunciadas pelo presidente Donald Trump.

Internamente, a divulgação de uma pesquisa do DataPoder360, pertencente ao site Poder360, e que coloca Jair Bolsonaro (PSL) com uma liderança folgada nas intenções de voto para o primeiro turno das eleições à Presidência, também influenciou negativamente o mercado financeiro.

Para tentar conter a alta do dólar, o Banco Central ofereceu swaps cambiais adicionais (equivalentes à venda futura de dólares) entre 12h20 e 12h30, em oferta de até 30 mil contratos. Antes disso, a autoridade já tinha realizado swaps cambiais tradicionais, vendendo a oferta integral de até 15 mil contratos, além de leilão de até 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho. Após as tentativas do BC, a moeda norte-americana perdeu um pouco de força – o pico pela manhã tinha sido de R$ 3,81, mas ainda fechou em patamar mais alto.

A contar pela tensão comercial ainda existente entre Trump e outros líderes e a turbulência política no Brasil, analistas falam que a moeda norte-americana deve atingir novos picos ao longo de 2018.

O analista Odir Aguiar, profissional com mais de 35 anos de experiência na Bolsa e conhecido como Didi Agulhada , disse que o grande problema é se o dólar romper a barreira dos R$ 3,94 mesmo com as ações do BC para conter a moeda. “Se passar por essa barreira, o próximo patamar é os R$ 5,50, mas nem pergunta porque não sei o que vai gerar esse estresse”, disse o analista, criador da Doji Star e do modelo gráfico Didi Index, amplamente usado no Brasil, ao portal InfoMoney.

O comportamento da Bolsa também não foi bom. Além das tensões já mencionadas, as incertezas em torno da política de preços da Petrobras e da suspensão do processo de privatização das distribuidoras da Eletrobras pela Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, ajudaram a levar a Bolsa para baixo. O Ibovespa, índice que reúne os principais papeis da bolsa brasileira, fechou com queda de 2,49%, a 76.641,73 pontos.

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