i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
varejo

Lucro de shoppings cai 15% com calotes de lojistas e descontos em aluguel

Queda nas vendas levou à revisão dos valores cobrados dos lojistas

    • Estadão Conteúdo
    • 17/08/2016 14:00
     | Marco Andre Lima/Gazeta do Povo
    | Foto: Marco Andre Lima/Gazeta do Povo

    Inadimplência de lojistas, descontos na locação dos pontos e provisões de perdas com calotes derrubaram os lucros das cinco maiores companhias do setor de shopping centers no País. Juntas, BR Malls, Multiplan, Iguatemi, Aliansce e Sonae Sierra Brasil registraram lucro líquido de R$ 204,6 milhões no segundo trimestre do ano, queda de 15% na comparação com o mesmo período de 2015.

    Líder do setor, com participação em 45 shoppings, a BR Malls viu seus ganhos encolherem 31%, para R$ 63,1 milhões. Pela primeira vez na história da companhia, houve retração nas vendas nas mesmas lojas - que caíram 1,7% no segundo trimestre -, o que levou a empresa a dar descontos nos aluguéis cobrados dos lojistas. As negociações envolveram diminuição do aluguel por três meses, mas sem alterar os contratos, que continuam com cláusula de reajustes anuais baseados na inflação.

    “Esse era o momento de dar mais desconto para o lojista continuar no shopping. Mantivemos a ocupação. A estratégia do desconto está correta”, avaliou o diretor financeiro e de relações com investidores, Frederico Villa, em teleconferência com investidores e analistas.

    A Iguatemi - dona de 17 shoppings - também adotou estratégia semelhante e vem trabalhando com descontos com duração de três a seis meses, sujeitos a renovação. O lucro líquido da companhia diminuiu 27%, para R$ 34,3 milhões. Já as vendas nas mesmas lojas cresceram 3% no segundo trimestre, o melhor resultado de todo o setor no período. Apesar disso, a companhia é conservadora em suas estimativas.

    O diretor presidente, Carlos Jereissati, espera manutenção do patamar de descontos até o fim do ano, sob a avaliação de que a melhora na economia nacional ainda é percebida apenas nos indicadores antecedentes, como taxas de juros futuros e projeções de inflação, e ainda não surtiu efeitos mais robustos nas operações.

    Devolução

    Com 19 shoppings no portfólio, a Aliansce tem aceitado devolução parcial das lojas, que são relocadas a novos comerciantes. Essas negociações estão concentradas nas lojas âncoras, como varejistas de vestuário e eletroeletrônicos, que ocupam espaços maiores.

    “O resultado é uma melhoria do mix (de lojistas). E as âncoras têm obtido uma produtividade por metro quadrado mais alta”, explicou Eduardo Prado, diretor de relações com investidores da companhia, que lucrou R$ 7,7 milhões no segundo trimestre, queda de 25%.

    Para fazer frente a possíveis calotes, a empresa aumentou em 130% a sua provisão para devedores duvidosos (PDD), que atingiu R$ 9,4 milhões no segundo trimestre. Até o fim do ano, no entanto, o executivo afirmou que espera uma diminuição lenta da inadimplência.

    A Sonae Sierra Brasil - dona de nove empreendimentos - realizou uma ampla negociação com lojistas para acerto dos pagamentos atrasados, e os novos prazos estão sendo cumpridos, segundo o diretor de Operação, Waldir Chao. A companhia também teve o balanço afetado pela inadimplência, que saltou de 4,2%, no primeiro trimestre, para 6,9%, no segundo trimestre.

    “Nosso sentimento é de que o pior já ficou pra trás. Devemos ver estabilidade e até mesmo queda na PDD daqui para frente”, estimou Chao. O lucro líquido da companhia atingiu R$ 55,62 milhões, queda de 45,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

    A exceção do setor ficou por conta da Multiplan, única a expandir o lucro no período. O seu resultado líquido chegou a R$ 99,2 milhões, leve alta de 2%. As maiores despesas com PDDs foram compensadas pelo faturamento maior com estacionamento e serviços. As vendas nas mesmas lojas cresceram 2,3% no segundo trimestre, mostrando aceleração ante o primeiro trimestre (+1,6%).

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    Máximo 700 caracteres [0]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.