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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (20) a cooperação tecnológica com empresas da China para expandir a supercomputação nacional e desenvolver modelos de inteligência artificial em língua portuguesa.
Executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a parceria estratégica será realizada em conjunto com as empresas chinesas Huawei e iFlytek e terá sua infraestrutura física sediada no estado do Rio de Janeiro.
"Hoje, os Estados Unidos têm 65% de toda essa coisa de inteligência artificial. A China deve ter uns 15% ou 30%. Mas nem chinês, nem americano é melhor do que nós, nós vamos entrar nesse mercado", disse Lula durante evento no no Parque Tecnológico de Macaíba (RN).
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O projeto conta com um investimento estimado em R$ 1,276 bilhão ao longo de cinco anos, com previsão para o início das operações em julho de 2027. "O conjunto das ações reforça a soberania nacional sobre os dados de serviços brasileiros públicos e privados", disse o governo, em nota.
A infraestrutura de supercomputação fluminense será utilizada prioritariamente para o desenvolvimento de modelos de linguagem de grande escala (LLMs) nacionais e de modelos de IA treinados especificamente em português.
Supercomputador de R$ 1 bilhão no Rio Grande do Norte
O plano também prevê a contratação de um supercomputador de alto desempenho avaliado em cerca de R$ 1 bilhão. O governo afirmou que a máquina deverá figurar entre as dez maiores do mundo, atingindo aproximadamente 7,2 mil Petaflops (em precisão FP16), o que representa “cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo”.
A instalação será feita no Parque Tecnológico Augusto Severo (PAX), pertencente à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O início da operação está agendado para o final de 2027.
Desenvolvimento de chips com a Espanha
O Executivo pretende ampliar a capacidade brasileira de desenvolver chips e “reduzir a dependência de tecnologias controladas por poucas empresas ou países” em até 15 anos. O projeto será realizado em cooperação com “o ecossistema de inovação” de Barcelona, na Espanha.
A iniciativa usará a arquitetura aberta e não proprietária RISC-V para desenhar componentes e chips de computação de alto desempenho.
“Nuvem Brasileira”
O pacote do governo federal também determina a criação da Nuvem Brasileira, estruturada por meio de cooperação entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serpro e o BNDES.
Além disso, será implantado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) o Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável. O centro fornecerá suporte técnico-científico para auditar o funcionamento de sistemas de IA.




