O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou nesta terça-feira que a economia brasileira cresceu com qualidade no primeiro trimestre, período que marcou "o auge da retomada". A partir daí, acrescentou, os sinais são de desaceleração.

"Temos que destacar a qualidade do crescimento, principalmente pelo crescimento da indústria e da formação bruta de capital fixo", comentou por meio de nota assinada de Frankfurt. O ministro viaja de volta ao Brasil após participar de reunião do G20 na Ásia.

"Temos que lembrar ainda que isso se dá em relação a um ano que foi muito fraco. Eu diria que o primeiro trimestre foi o auge da retomada do crescimento. Todos os estímulos estavam em vigor... Ainda tivemos os estímulos dos gastos do governo."

Neste segundo trimestre, apontou Mantega, já há sinais que mostram desaquecimento.

"O crescimento no ano vai ficar alto, mas a taxa já está decrescente. Temos a volta dos impostos, que vai fazer a demanda cair, a volta do compulsório e a taxa de juros, que já subiu 0,75 ponto, a maior alta de todos os países. Além disso, tivemos o corte nos gastos do governo", disse.

O ministro acrescentou que a crise europeia também irá contribuir para o desaquecimento doméstico, ao reduzir a disponibilidade de crédito e dificultar a rolagem da dívida corporativa. "Também vai dificultar os IPOs e vai diminuir a abertura de capital das empresas", afirmou.

"Em 2010, a economia brasileira deverá ter um crescimento de 6 a 6,5 %."

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