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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira que o país tem condições de continuar flexibilizando sua política monetária.

Embora não tenha dado uma previsão sobre o futuro da taxa de juros, o ministro lembrou que a taxa Selic já está caindo há 13 meses e que a inflação está "totalmente controlada".

Para Mantega, a economia também vem crescendo, embora isto não esteja ocorrendo "no ritmo que se desejaria".

— Temos um cenário muito favorável para a política monetária, que continuará a ter flexibilização. De quanto, eu não sei — opinou.

As declarações do ministro foram feitas poucos dias antes da primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que acontecerá nas próximas terça e quarta-feiras.

O cenário para os juros básicos, hoje em 13,25% ao ano, continua sendo de 11,75% no fim deste ano. De acordo com analistas do mercado, o corte na reunião do Copom, dos dias 23 e 24, deve ser de 0,25 ponto percentual. Se isso ocorrer, a autoridade monetária terá desacelerado o ritmo de cortes, que ficaram em 0,5 ponto por cinco seis encontros consecutivos.

Sobre o ritmo de expansão da economia, o ministro Mantega reafirmou nesta quinta-feira o desejo de que o país cresça 5%, mas evitou fixar uma meta para o PIB.

— Meta de crescimento não pode ser fixada matematicamente. Você coloca objetivos de acelerar o crescimento — afirmou, pouco antes da reunião de chanceleres e ministros da economia do Mercosul.

Segundo o ministro, o país apresenta condições favoráveis para um crescimento maior da economia do que a que vem tendo nos últimos anos.

— Com as medidas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), acreditamos que esse crescimento maior virá — disse.

Ao se referir ao programa, o ministro também assegurou que não haverá a exigência uma contrapartida explícita de investimentos, nos termos do Programa de Aceleração de Crescimento, para empresários que se beneficiarem da desoneração de tributos no país. Ele, no entanto, disse esperar que, com as medidas, os investimentos aumentem naturalmente.

Segundo ele, no ano passado, os investimentos cresceram mais de 6%, ou seja, quase o dobro da expansão esperada para o Produto Interno Bruto em 2006. Atualmente, o peso da formação bruta de capital (investimentos) no PIB é de 20%.

— Que de 6% passe para 8% e para 10% de aumento anual, de modo que, ao longo de quatro a cinco anos, possamos alcançar o volume de investimento de 25% do PIB, que é o necessário para o crescimento acima de 5% — salientou.

No terceiro trimestre do ano passado, último dado disponível, a taxa de investimento estava em 20,8% do PIB, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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