O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que a taxa básica de juros, a Selic, está em um patamar mais adequado para estimular a produção, mas ponderou que os juros dos bancos ainda não estimulam o consumo.

As declarações de Mantega foram dadas nesta quinta-feira (30) em reunião do Cade (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). Ontem o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) reduziu a Selic de 8% para 7,50% ao ano.

O ministro afirmou ainda que o governo continuará trabalhando por um real desvalorizado para aumentar a competição. Ele reafirmou que o Brasil deve chegar chegar ao final de 2012 com a taxa de crescimento anualizada em torno de 4% ao ano. As projeções do mercado estimam alta de 1,7% do PIB (Produto Interno Bruto)

Sobre a economia mundial, Mantega está pessimista. "Se falarmos da situação internacional, as notícias continuam ruins." Para o ministro, os países avançados continuam empurrando com a barriga os seus problemas o que leva as expectativas de que os problemas do cenário econômico internacional não serão resolvidos no curto prazo.

Mantega avaliou ainda que a atual fase da crise econômica está pior do que em 2008 e 2009. "Em termos de gravidade do que está acontecendo hoje, 2012 é pior do que estava acontecendo em 2009", declarou.

Mantega ainda apontou que a crise está mais prolongada e está criando mais danos à economia.

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