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Notícias animadoras de bancos e o anúncio de um pacote de estímulo econômico no Japão ditaram nova onda de otimismo nos mercados internacionais, movimento que alçou a Bovespa ao maior patamar em seis meses nesta quinta-feira (9).

Com um salto de 3,07 por cento, o Ibovespa chegou aos 45.538 pontos, melhor pontuação desde 3 de outubro, o que elevou o ganho acumulado em 2009 a 21,3 por cento.

Mesmo na véspera da Sexta-feira Santa, o ingresso de recursos estrangeiros seguiu firme, garantindo à sessão um giro financeiro de 5,1 bilhões de reais, um dos melhores do ano.

"Apesar de haver muitas incertezas por causa da crise, o noticiário do dia consolidou a visão de que o cenário de curto prazo está bem melhor", disse Nicolas Barbarisi, sócio diretor da Hera Investments.

A revelação de que o banco norte-americano Wells Fargo teve um surpreendente lucro de 3 bilhões de dólares no primeiro trimestre fez o setor bancário levantar os principais índices de Wall Street para altas ao redor de 3 por cento.

Esse quadro mais benigno foi reforçado por dados acima das expectativas da economia chinesa e norte-americana.

Com o anúncio de um pacote de estímulo econômico de 154 bilhões de dólares pelo governo japonês, o clima positivo se esparramou para os mercados de commodities, dando fôlego adicional para as blue chips domésticas.

Vale foi uma das melhores do pregão, com um salto de 5 por cento, a 29,70 reais. A disparada de quase 6 por cento na cotação do petróleo deu combustível à Petrobras, que avançou 4,4 por cento, a 30,84 reais.

A queda livre do dólar - nesta quinta-feira, a moeda norte-americana caiu ao menor nível em 5 meses - turbinou também as ações de empresas bastante endividadas na divisa dos Estados Unidos.

Embraer decolou 9,1 por cento, a maior alta do índice, para 9,25 reais. Aracruz cresceu 6,25 por cento, valendo 2,04 reais.

Adicionalmente, o otimismo global com os bancos respingou nos papéis de instituições domésticas do setor. Itaú Unibanco subiu 3,4 por cento, a 29,25 reais.

A exceção foi Banco do Brasil, que depois de ter despencado mais de 8 por cento na véspera caiu mais 2,8 por cento, a 16,86 reais, ainda refletindo a reação negativa do mercado à repentina troca no comando da instituição anunciada na quarta-feira.

"A mudança ratifica a idéia da utilização do BB como veículo de aplicação da política governamental de redução dos spreads, o que afeta diretamente as margens e a rentabilidade da instituição", disse a corretora Ativa em relatório.

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