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Incorporação

Vendas e lançamentos em alta. É a retomada do mercado imobiliário?

  • PorSharon Abdalla
  • 06/08/2019 20:45
Foto: Antonio More/Arquivo/Gazeta do Povo
Foto: Antonio More/Arquivo/Gazeta do Povo| Foto: Gazeta do Povo

O cenário de estagnação do mercado imobiliário parece ter ficado para trás. Mais do que de um sentimento do setor, a sinalização vem das estatísticas, que apontam aumento no número de unidades lançadas e também de vendas efetivadas.

Nos primeiros cinco meses de 2019, as incorporadoras colocaram no mercado 28.787 novas unidades, 5% a mais do que no mesmo período do ano passado. Quando se olha para o recorte dos últimos doze meses, tendo maio como referência, a alta é ainda mais expressiva e chega aos 15%. Neste período, foram 101.544 os imóveis novos ofertados, contra os 88.620 dos meses imediatamente anteriores, segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Positivos, também, são os resultados referentes à comercialização destas unidades. Mesmo com a queda de 2% nos primeiros cinco meses do ano e de 1% no acumulado dos doze meses sobre as vendas brutas, o consolidado das vendas líquidas (subtração das unidades distratadas do total de comercializadas) reforça o argumento de que se trata de um novo momento. Elas cresceram 9,8% até maio, desempenho similar aos 9% acumulados nos doze meses anteriores tendo o mesmo mês como referência. O motivo: a queda significativa no volume de distratos, ou seja, de cancelamento de contratos de compra e venda, que chegou a 33,8% e 27,3% nestes períodos, respectivamente.

“No ano passado tivemos a publicação da lei que regulou o distrato e tornou claras as regras sobre ele tanto para o comprador quanto para o vendedor, fazendo com que ele não dependa de disputas judiciais [e esteja envolto à] insegurança jurídica. Com isso, os compradores se tornaram mais conscientes e passaram a ter mais segurança para efetuar a compra, as pessoas deixaram de comprar para especular”, destaca Luiz França, presidente da Abrainc, ao justificar a queda do percentual.

Crédito atinge mais alto patamar dos últimos cinco anos

Se as vendas crescem, é natural que levem consigo o aumento dos financiamentos imobiliários, uma vez que boa parte dos compradores tem nos empréstimos o meio para realizar o sonho da casa própria. Nos primeiros seis meses de 2019, a aquisição e a construção de 129,2 mil imóveis foram financiados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) somando R$ 33,7 bilhões em crédito, alta de 30,7% e 33,3%, respectivamente, em relação ao igual período do ano passado. No acumulado dos últimos doze meses, foram movimentados R$ 65,82 bilhões, quase 40% a mais no comparativo com o período anterior.

“Este é o melhor [resultado] desde 2015. Para este ano, estamos projetando que a combinação dos financiamentos via FGTS e poupança chegue a R$ 132 bilhões, o terceiro maior resultado da série histórica, [perdendo apenas] para os anos de 2013 e 2014”, sinaliza Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Para ele, a combinação de dois fatores devem incentivar este cenário: a retomada do apetite dos bancos em voltar a emprestar, tendo como base o saneamento das carteiras durante a crise e a antecipação frente às expectativas de recuperação da economia, e o aumento da demanda por parte dos clientes.

“A retomada é impulsionada, basicamente, por três fatores que estão sendo, e irão continuar, claríssimos. São eles: o baixo nível dos estoques [em maio 123.160 mil imóveis novos eram ofertados no país]; a redução das taxas de juros, e a tendência de quedas mais acentuadas até o final deste ano; e o cenário de alguma recuperação do emprego”, acrescenta Marcos Kahtalian, vice-presidente de banco de dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR).

O encaminhamento de questões estruturais para a economia do país, como a reforma da previdência, também contribui para elevar o otimismo do setor e o grau de confiança dos empresários e consumidores. “Desde 2013, 2014, não se tinha uma perspectiva de recuperação e de melhoria tão clara para o mercado imobiliário”, resume Kahtalian.

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Comentários [ 15 ]

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    Giancarlo Bento Antoniutti

    ± 13 horas

    As pessoas veem a materia sem ler direito e com o preconceito de que se é materia de imoveis é porque o valor subiu e porque estamos em um outro boom imobiliária...mas a matéria compara o ano passado com este ano, só isso, o ano passado foi muito ruim ainda, estamos vindo de 4 anos de crise direto. O fato de ter dado positivos é bom, mas é obvio que ainda esta distante do desejado.

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  • J

    JP

    ± 22 horas

    A indústria da construção se prevalece de uma percepção sedimentada na cabeça do brasileiro de que “ imóvel valoriza sempre” . Errado, é facílimo perder dinheiro com imóveis.

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  • A

    Arthur

    ± 4 dias

    Não estou falando do jornal, do meio, e sim da matéria: tendenciosa...deve ser patrocinada pelos próprios interessados (Construção Civil). Preços exorbitantes e má qualidade, essas são as verdades básicas sobre o setor. Sem falar da dependência do FGTS (aliás, eles não iriam entrar em colapso se o trabalhador pudesse sacar 10% de sua conta? Não pressionaram o governo e conseguiram esta coisa SURREAL e RIDíCULA dos 500 reais?).

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    Reinaldo roda Sobrinho

    ± 4 dias

    Oba vou poder comprar meu barraco.

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    Rodrigo de Haro

    ± 4 dias

    Não faz muito sentido essa matéria. Ontem mesmo o G1 publicou que o preço médio dos imóveis já caiu 2% em 2019. Se os lançamentos estão em alto a única explicação é que estão tentando dimuir o estoque de obras que foram desaceleradas e agora aparecem como novas.

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    Lucas

    ± 4 dias

    Engraçado que não colocam o padrão desses lançamentos. Com certeza somente lançamentos de alto padrão (caríssimos, de 800k pra cima) ou seja pra um público bem específico. Ou essas kitnets que só servem pra Airbnb ou pessoas com no máximo 3 peças de roupa pra usar na vida, que se você abrir os braços e girar toca todas as paredes do imóvel, E adivinhem?, também supervalorizados no preço do m2. Ou seja, tá se recuperando ou só tá se mantendo pra um público específico que dinheiro não é problema e o lema é "investir"? Tirem suas próprias conclusões.

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    Thinker

    ± 4 dias

    Resumo da matéria: vendas de imóveis caíram 2% em 2019. O resto é discurso. E com essa nova lei do “distrato imobiliário” em que o comprador perde 50% do que pagou, se ficar inadimplente, só louco para entrar em financiamento de imóveis neste momento.

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    EDUARDO SABEDOTTI BREDA

    ± 4 dias

    O artigo tenta convencer que queda nas vendas de 2% até maio ou 1% em 12 meses é igual a crescimento. É a segunda reportagem da Gazeta, em poucos dias, tentando convencer o distinto público que o mercado está aquecido. Acredita quem quer.

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    Jorge Dias

    ± 4 dias

    Ainda NÃO ENTENDO como o m2 construído pode custar R$ 4.000,00 em Curitiba, ao passo que o salário BRUTO médio não chega a R$ 2.000,00. É estranho esta JABUTICABA curitibana/brasileira.

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      Nilo Bessi Pascoaloto

      ± 4 dias

      Não é jabuticaba infelizmente, o preço dos imóveis descolou da realidade do Zé Povo em tudo quanto é cidade ao redor do mundo.

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  • M

    Maquiavel

    ± 4 dias

    Tem certeza que se trata do Brasil???

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    Marcia

    ± 4 dias

    Tem certeza de que é no país inteiro? Aqui no Rio de Janeiro ps preços dos móveis são impraticáveis. Caríssimos. Quem comprava na zona sul foi jogado pra zona norte. Quem comprava na zona norte foi jogado pra bairros que desanimam por causa da violência. Não acredito nisso.

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    Marcos

    ± 4 dias

    E outra: preços completamente fora da realidade. As construtoras entregam verdadeiras caixas de concreto, sem graça nenhuma, sem beleza nenhuma, bem simplório e vendem o discurso de "alto padrão". Dá licença. E tem gente que entra pelos canos. Depois do prédio cheio, começa a se perceber o tal do alto padrão: fritadores de ovos e linguiça. Sai pra lá. Construtoras ruins, entregam produto falho e o comprador que se pique. To ligado com estas construtoras tupiniquins, que prometem mundos e fundos, tratam o cliente como uma virgem vestal, depois de assinado o contrato de compra e venda, mostram o dedo do meio para o cliente. Sem vergonhas.

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    Marcos

    ± 4 dias

    Comprar imóvel é empatar dinheiro. Quem foi na onda da mídia massiva e assinou um contrato de compra e venda, teve que se virar nos 30 para financiar e alugar, fora os distratos em que o prejuízo foi de 50% pra mais. Quem esta comprando imóvel para "investimento" é quem tem muito dinheiro e não sabe o que fazer, aliado à ostentação tupiniquim colonial. Quer investir em imóvel? USA! Lá você o coloca a venda ou para alugar e chove proposta. Aqui só ganham as construtoras que torcem para um distrato para embolsar 50% do que o tolo do cliente pagou. Fuja de imóvel como o diabo foge da cruz.

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    • M

      Maquiavel

      ± 4 dias

      Verdade, investir em imóveis é perder dinheiro.

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