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Microsoft e Yahoo anunciam fim de barreiras a parceria em buscas

Bing vai se tornar plataforma de busca das duas empresas. Parceria deve ser implementada até o fim do ano nos EUA

Com o Bing, Microsoft tenta enfrentar a hegemonia do Google | Reprodução
Com o Bing, Microsoft tenta enfrentar a hegemonia do Google (Foto: Reprodução)

Pouco após receber a aprovação da União Europeia a aliança no mercado de buscas, os agora parceiros Microsoft e Yahoo anunciaram que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos também derrubou as barreiras ao acordo. Procurado pelo Wall Street Journal, o Departamento de Justiça não comentou a suposta decisão.Num comunicado conjunto, as duas empresas anunciaram que até o fim do ano devem concluir o esforço de integração nos Estados Unidos. No resto do mundo, a integração só deve se completar até 2012.

Sob os termos da parceria anunciada em julho do ano passado, o sistema de buscas online da Microsoft, Bing, vai se tornar plataforma de pesquisas para ambas as empresas, enquanto o Yahoo se foca em atrair grandes anunciantes para os sites das companhias.

O pacto, com dez anos de duração, é visto como uma maneira de contestar a hegemonia do Google. De acordo com dados de novembro da empresa de medição StatCounter, o Google tem 90 por cento do mercado global de buscas online ante uma fatia combinada de 7,4 por cento do Yahoo e do Bing. O Google havia abandonado seu próprio acordo de publicidade com o Yahoo em 2008 sob pressão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Para Yahoo!, segundo a principal executiva, Carol Bartz, o acordo permitirá que a companhia direcione mais para a "sua experiência inovadora de buscas". Por sua vez, o executivo principal da Microsoft, Steve Ballmer, assinalou que a aliança promoverá "mais opções, melhores valores e uma maior inovação" para os usuários.

O acordo entre Microsoft e o Yahoo! já recebeu a aprovação de reguladores na Austrália, no Brasil e no Canadá, embora os termos do pacto de dez anos tenham exigido aprovação americana e europeia antes de entrar em vigor. As empresas continuam a trabalhar com reguladores na Coreia do Sul, no Japão e em Taiwan para obter a aprovação nesses países.

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