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Curitiba

Morre ex-presidente do Banestado Heitor Wallace de Mello e Silva

Wallace é primo do senador Roberto Requião (PMDB) e faleceu nesta quinta-feira (13) vítima de complicações cardíacas

O ex-presidente do Banestado Heitor Wallace de Mello e Silva, 76 anos, primo do senador Roberto Requião (PMDB), morreu na noite desta quinta-feira (13), em Curitiba, vítima de complicações cardíacas, no Hospital das Nações. Ele se sentiu mal e foi ao hospital por volta das 13h30. Heitor não tinha histórico anterior de doenças coronárias. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa de Requião na manhã desta sexta-feira (14).

Entre os cargos exercidos por Wallace estava o de presidente do Banestado e do Banco Del Paraná. Ele foi ainda diretor-geral da Secretaria de Estado do Planejamento e secretário de Finanças da prefeitura de Curitiba. Durante o último mandato de Requião como governador, de 2006 a 2010, Wallace foi diretor técnico da Ferroeste e diretor administrativo da Sanepar.

O velório de Heitor ocorre na Capela Vaticano, na Rua João Manoel, 460, no São Franscisco. Às 14 horas desta sexta-feira (14), o corpo será cremado, segundo as informações da assessoria de Requião.

Pelo seu perfil no Twitter, Requião prestou uma homenagem ao primo. "Heitor Wallace de Mello e Silva, meu primo, Ex presidente do Banestado, correto, capaz e trabalhador, faleceu", postou.

MP recomendou demissão de Wallace da Sanepar em 2007

Heitor Wallace foi um dos nomes indicados em determinação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) de 2007 para que Requião, Orlando Pessuti, secretários e deputados do estado demitissem parentes de cargos públicos. O Centro de Apoio Operacional das Promotorias (CAOP) de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público concedeu o prazo de 60 dias para que a recomendação fosse cumprida.

Ao lado de Wallace, na lista dos que não foram demitidos, estavam Maurício Requião (irmão do atual senador), que era secretário da Educação; Eduardo Requião (também irmão), então superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina; e Maristela Requião (esposa), na época diretora do Museu Oscar Niemeyer.

Danielle de Mello e Silva, sobrinha do ex-governador, era assistente da Direção Geral da Secretaria do Desenvolvimento Urbano e foi exonerada do cargo. O sobrinho de Requião João José Arruda Júnior, então funcionário comissionado da Cohapar, pediu afastamento da função.

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