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A ministra de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), trocaram farpas nesta sexta-feira (30) a respeito dos recursos do governo. Tebet acusou o Congresso Nacional de “sequestrar” o orçamento através das emendas, Motta afirmou que “em uma democracia” nenhum poder "sequestra" o dinheiro público.
“Parte das despesas do orçamento, que é livre, foi confiscada, sequestrada por um Congresso Nacional cada vez mais dependente do orçamento, com um objetivo, muitas vezes, eleitoral”, disse a ministra, em uma agenda em São Paulo.
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Ela se referia às emendas parlamentares, controladas pelas lideranças no Congresso Nacional. A resposta de Motta veio em sua conta no X. “Foi equivocada a declaração da ministra Simone Tebet de que o Congresso sequestra parte do orçamento. As emendas parlamentares dão voz aos estados, aos municípios e às prioridades reais da população. Divergências fazem parte da democracia, mas é preciso cuidado com palavras que deslegitimam o papel do Parlamento”, advertiu ele.
A Lei Orçamentária Anual de 2026 prevê cerca de R$ 62 bilhões em recursos relacionados a emendas do orçamento – R$ 50 bilhões deste valor são do parlamento. Simone Tebet afirmou que a concentração, por parlamentar, chegaria a R$ 60 milhões “sem nenhum planejamento”.
A troca de farpas a quatro dias do fim do recesso do poder legislativo mostra que a relação do governo Lula com o Congresso está longe de encontrar uma harmonia em ano eleitoral.





