Cerca de 450 candidatos disputaram recentemente uma vaga de engenheiro ambiental na fábrica da Volvo em Curitiba. Considerada a mehor empresa para trabalhar pelo ranking nacional da Você SA/Exame, a empresa costuma atrair muitos interessados nas suas vagas. E quem entra dificilmente quer sair.
"A rotatividade espontânea é de 0,25%", diz Carlos Ogliari, gerente de recursos humanos da montadora. Segundo ele, um conjunto de fatores contribui para esse baixo índice. "Além do pacote de benefícios e do clima organizacional, o recrutamento é bem executado. Não acertamos sempre, mas a ideia é sempre alguém que queira fazer carreira e crescer na empresa, que tenha um alinhamento com os valores da companhia. A ideia nem sempre é escolher o melhor, mas o certo", diz.
Segundo ele, o principal problema ainda é encontrar um profissional que alie excelência técnica com proficiência em inglês. "Por mais incrível que pareça, essa é ainda uma dificuldade. Na maioria das vezes temos ou um ou outro", diz.
Pesquisa
Recentemente o Brasil ficou 67.º lugar em um ranking de fluência em inglês elaborado pela empresa Global English com 156 países. A média mundial foi de 4.15; a brasileira ficou em 2.95.
Realizado com 13 mil brasileiros que trabalham em multinacionais de vários segmentos, o teste mostrou a insuficiência do idioma até para o desenvolvimento de atividades corriqueiras como uma conversa por telefone.
Para o diretor-executivo da Michael Page no Brasil, Augusto Puliti, o nível de inglês dos executivos vem melhorando. "O problema é que temos pelo menos duas gerações de profissionais que trabalharam, principalmente, em empresas nacionais, sem nunca falar uma palavra de inglês no ambiente corporativo. É um desafio que precisa ser superado", finaliza.







