A empresa de cosméticos Natura teve lucro praticamente estável no terceiro trimestre na comparação com igual período do ano passado e em linha com a previsão de analistas, apesar do crescimento na receita e na geração de caixa.
Primeira companhia cujas ações integram o Ibovespa a reportar o balanço de julho a setembro, a Natura apresentou lucro líquido de 191,7 milhões de reais, contra 190,1 milhões de reais um ano antes.
A média das estimativas de seis analistas obtidas pela Reuters apontava para lucro de 189 milhões de reais.
A pequena variação no lucro líquido apesar da receita e do Ebitda maior é explicada pelo aumento do imposto de renda contabilizado no terceiro trimestre deste ano.
A despesa com imposto e contribuição social foi de 100,1 milhões de reais no trimestre findo em setembro, mais que o dobro dos 44,9 milhões de reais de um ano antes.
A Natura explicou que teve ao longo de 2009 uma taxa de imposto de renda menor pela aceleração de amortização fiscal do ágio, benefício fiscal que terminou no ano passado. "Neste ano, a taxa efetiva (de imposto) aplicada é de 34,3 por cento", segundo a companhia.
RECEITA E EBITDA
A receita líquida trimestral foi de 1,28 bilhão de reais, alta de 21,5 por cento sobre o mesmo intervalo de 2009. O Brasil contribuiu com 1,18 bilhão de reais no faturamento, enquanto as operações no exterior responderam por quase 100 milhões de reais.
A empresa informou estar avançando na implementação da estratégia de atuação mais local na América Latina. "Conforme nosso planejamento, no quarto trimestre iniciaremos produção local terceirizada na Argentina e em 2011 ampliaremos a produção local terceirizada para outros países."
A Natura registrou Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 323,5 milhões de reais entre julho e setembro, contra 274,2 milhões um ano antes. A margem Ebitda passou de 26 por cento há um ano para 25,3 por cento no último trimestre.
Das operações internacionais, Argentina, Chile e Peru tiveram Ebitda positivo nos três meses até setembro, enquanto México, Colômbia, França e Estados Unidos apresentaram geração de caixa negativa.







