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Boeing negocia compra da Embraer

Segundo o jornal "The Wall Street Journal", as empresas estão aguardando a palavra do governo brasileiro, que tem poder de veto sobre uma possível venda, para retomar as negociações

  • Da Redação, com Folhapress
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A fabricante de aviões americana Boeing está em negociação para comprar a brasileira Embraer, segundo informações do jornal "The Wall Street Journal" divulgadas nesta quinta-feira (21). O valor da aquisição envolveria um ágio substancial além dos US$ 3,7 bilhões de valor de mercado da brasileira.

Segundo o jornal, as empresas estariam apenas aguardando a palavra do governo brasileiro para retomar as negociações. O governo brasileiro tem poder de veto sobre uma possível venda. 

A reportagem afirma que a Embraer é considerada pelo governo brasileiro uma “joia da indústria” nacional e, por isso, é provavél que as negociações não avancem. Do outro lado, a Boeing quer comprar a Embraer para fortalecer a atuação da americana na área de jatos comerciais e também para impedir que a sua maior rival mundial, a francesa Airbus, tome a mesma medida.

A Embraer é a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo e é conhecida por fazer aeronaves de 70 a 100 lugares que são utilizadas em rotas não atendidas pelos modelos de grandes aviões da Boeing ou Airbus. O "The Wall Street Journal" ressalta que essa área, de jatos de até 100 lugares, é uma das grandes fraquezas da Boeing que ela quer solucionar comprando a brasileira. Já na área de defesa, um dos grandes destaques da Embraer é o Super Tucano, um avião de ataque usado por Forças Aéreas de vários países. 

Boeing vai tentar convencer governo brasileiro a vender a Embraer

Para tentar convencer o governo brasileiro a permitir a compra, a Boeing estaria disposta a tomar medidas para proteger a marca, a administração e os empregos da Embraer. A fabricante americana também poderia fazer um acordo para proteger o interesse do governo brasileiro na divisão de aviões de defesa da Embraer. As informações são do "The Wall Street Journal". 

Com a notícia, as ações da Embraer listadas na Bolsa americana subiam 26%, para US$ 24,44. A Boeing, com sede em Chicago, caiu menos de 1%, para US$ 297,13. Na Bolsa brasileira, as ações da Embraer subiam 2,54% às 15h14, cotadas a R$ 16,91. A Embraer teve uma receita liquida de R$ 21,436 bilhões em 2016.

Empresas já são parceiras 

A Boeing e a Embraer já mantém uma relação de parceria há alguns anos. Uma das parceria que já está em andamento é para a produção e venda do KC-390, um cargueiro bijato idealizado pela fabricante brasileira. O produção ficou sob responsabilidade da Embraer e a Boeing será a responsável por comercializar e dar suporte ao cargueiro no mercado externo.  

Outra parceria que está para deslanchar é a de pesquisa em biocombustíveis. A Boeing e a a Embraer já possuem conversas na área desde 2014 e agora as companhias aguardam a nova política do governo para a área de biocombustíveis, chamada de RenovaBio, para traçar um plano de ação.

Em entrevista à Gazeta do Povo em setembro, Donna Hrinak, presidente da Boeing para América Latina, afirmou que queria ampliar as parcerias com a Embraer e também aumentar a participação da americana no mercado brasileiro de defesa, segurança e satélite.

A Boeing possui um Centro de Tecnologia e Inovação instalado em São José dos Campos, no interior de São Paulo, cidade sede da Embraer.

Embraer confirma negociações

A Embraer confirmou em fato relevante emitido nesta tarde o interesse da Boeing. No comunicado, a brasileira confirmou as negociações para uma "potencial combinação de seus negócios, em bases que ainda estão sendo discutidas".  

"Não há garantia de que qualquer transação resultará dessas discussões. Boeing e Embraer não pretendem fazer comentários adicionais sobre essas discussões. Qualquer transação estará sujeita à aprovação do Governo Brasileiro e dos órgãos reguladores, dos conselhos de administração das duas companhias e dos acionistas da Embraer", indicou a empresa em comunicado.  

A Embraer informou que manterá seus acionistas e o mercados informados sobre o desdobramento da negociação.

*Matéria atualizada às 17h35

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