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TECNOLOGIA

Celulares quase sem borda viram tendência entre aparelhos topo de linha

Samsung, LG, Xiaomi e Essential são as marcas que já aderiram ao modelo de tela infinita

Galaxy S8 sumiu com o botão frontal e apostou em tela quase sem borda.  | Samsung/Divulgação
Galaxy S8 sumiu com o botão frontal e apostou em tela quase sem borda.  (Foto: Samsung/Divulgação)

Para ampliar a tela sem necessariamente aumentar o tamanho do celular, os fabricantes apostam em aparelhos quase sem bordas frontais. Samsung, LG, Xiaomi e Essential são as marcas que já lançaram ou anunciaram aparelhos topo de linha com telas “infinitas”, em que as bordas são quase imperceptíveis e os botões físicos frontais sumiram. Mas, apesar da ergonomia e da beleza, os celulares sem borda têm um problema: encontrar um bom lugar para para colocar o sensor biométrico, de impressões digitais.

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A mais recente empresa a lançar a novidade no mercado será a japonesa Sharp. Segundo a imprensa chinesa, a fabricante lançará os modelos FS8016 e FS8010 com a tela ocupando quase toda a superfície. Os aparelhos terão tela de 5,5 polegadas com resolução de 2048 x 1080 pixels. Os celulares também não terão botões na frente. O lançamento está previsto para 17 de julho. 

A Sharp também foi a responsável por introduzir o conceito de “quase sem borda” no mercado. A marca lançou em maio de 2015 o Aquos Crystal, que tinha molduras superiores e laterais quase imperceptíveis. Somente a parte inferior contava com uma estrutura metálica larga, que continha também a tecla de iniciar e voltar. A tela do aparelho tinha 5,2 polegadas. 

Samsung

Outra fabricante que aderiu à tendência, também em 2015, foi a Samsung. Na época, a empresa lançou o Galaxy S6 Edge com telas levemente curvadas, que davam a sensação de tamanho maior ao celular. O aparelho, porém, ainda tinha bordas perceptíveis, principalmente na parte superior e inferior, e não eliminava a necessidade do botão frontal. 

Neste ano, a Samsung lançou o seu aparelho sem botão, tela curva e com bordas ainda menores. Trata-se do Galaxy S8, seu aparelho topo de linha, que começou a ser comercializado no Brasil em maio, com preços a partir de R$ 3.999

As estruturas metálicas laterais são quase imperceptíveis. As bordas superior e inferior ainda têm uma espessura considerável, se compararmos com os futuros aparelhos da Sharp, mas já estão entre as menores do mercado. Com isso, a Samsung conseguiu ampliar o tamanho das telas do S8 e do S8 Plus para, respectivamente, 5,8 e 6,2 polegadas, sem precisar aumentar muito o tamanho físico dos dispositivos. 

Vantagens

Os celulares sem borda viraram tendência no mercado porque permitem que os aparelhos tenham telas maiores e, consequentemente, mais perceptíveis, sem necessariamente aumentar o tamanho do celular. Muitas fabricantes não querem aumentar os seus aparelhos, pois eles já têm as dimensões ideias para caber na mão do usuário. 

Outra vantagem é estética. O smartphone ganha um visual mais limpo, sem botões e o logotipo da marca. Também deixa de perder espaço para colocar uma estrutua que, até então, ocupava bastante espaço e tinha pouca ou nenhuma utilidade para os usuários. 

Outras marcas que aderiram

Além da Samsung, a LG também está tentando diminuir as bordas ao máximo. O seu último lançamento, o LG G6, tem telas que ocupam 80% da superfície frontal, o maior percentual já alcançado pela marca. A tela do celular tem 5,7 polegadas, resolução QHD (2880x1440) e proporção de 2:1. 

As fabricantes Xiaomi e Essential são as demais marcas que passaram a priorizar o tamanho das telas dos aparelhos. A fabricante chinesa apresentou o Mi Mix em outubro do ano passado, com 6,4 polegadas, resolução de 2040 x 1080 pixels e estruturas perceptíveis apenas na parte inferior. Já a Essential, marca do criador do Android, lançou neste ano o Essential Phone, com tela de 5,71 polegadas e borda somente na parte inferior. 

Desvantagem

Apesar de o mercado caminhar todo na direção das telas “infinitas” sem borda, a novidade tem um ponto negativo. As empresas inda não conseguiram colocar sensor biométrico na parte frontal desses aparelhos, como aconteceu com os botões, que foram parar dentro das telas. O sensor acabou indo para a parte de trás do celular, como no caso do Samsung Galaxy S8, o que tirou a sua praticidade. 

Soluções

A Qualcomm, porém, promete acabar com esse problema. A fabricante de semicondutores anunciou o protótipo de uma nova tecnologia de sensor biométrico que fica sob a tela do celular. A tecnologia, anunciada sob o título de “Fingerprint Sensors for Display”, coloca o sensor de impressões digitais dentro de uma tela de OLED com espessura de até 1,2 milímetros. A novidade ainda não chegou ao mercado. 

O que pode ser anunciado em breve, segundo a Bloomberg, é o iPhone 8 com tela “infinita” e desbloqueio do aparelho usando o rosto. Segundo o jornalista Mark Gurman, a Apple também vai aderir a moda das telas quase sem borda e, para resolver o problema da biometria, está testando um sensor 3D que digitalizará o rosto do usuário para desbloquear o aparelho. 

A Apple e a Motorola são as únicas grandes marcas que atuam no Brasil que ainda não lançaram aparelhos quase sem bordas. 

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