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Novas marcas de cerveja estrangeira chegam ao Brasil

SABMiller, segundo maior grupo de cerveja do mundo, fechou um acordo de produção e distribuição com o Grupo Petrópolis

Além da Miller, e da Miller Lite, a SABMiller detém marcas como Blue Moon, Coors Light e a Leinenkugel | SABMiller/Divulgação.
Além da Miller, e da Miller Lite, a SABMiller detém marcas como Blue Moon, Coors Light e a Leinenkugel (Foto: SABMiller/Divulgação.)

O consumidor deve ter em breve novas marcas de cerveja no mercado brasileiro. A SABMiller, segundo maior grupo de cerveja do mundo, fechou um acordo de produção e distribuição com o Grupo Petrópolis, que detém a vice-liderança do mercado de cerveja no país.

A parceria foi anunciada duas semanas depois da divulgação de notícia sobre o interesse da AB-Inbev em comprar a SABMiller, num negócio estimado em US$ 122 bilhões, que seria o maior já registrado no mercado de cerveja e o terceiro maior de todos os tempos.

Os detalhes da parceria entre a cervejaria de origem sul-africana e a Petrópolis, como quais cervejas serão produzidas no país, não foram divulgados.

Além da Miller, e da Miller Lite, a SABMiller detém marcas como Blue Moon, Coors Light e a Leinenkugel. Entre as marcas da Petrópolis, destacam-se Itaipava e Crystal.

"É um namoro que pode virar casamento - disse André Leite", sócio-gestor da TAG Investimentos.

Para o especialista, se o negócio der certo, pode culminar na compra da cervejaria Petrópolis pela SABMiller. A Petrópolis tem cinco fábricas no país e anunciou em abril investimento de R$ 2,2 bilhões na construção de sua primeira maltaria e uma nova fábrica, a ser erguida no Paraná.

Ainda que a SABMiller seja vendida para a AB-Inbev, Leite destaca que a parceria com a Petrópolis "valoriza o passe" da companhia.

"A SABMiller ganhou mais valor; agora ela colocou os pés em um mercado importante como o Brasil."

Agnaldo Santos Pereira, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), avalia que o acordo será um complicador para a AB-Inbev comprar a SABMiller. Para Pereira, caso a operação de venda da SABMiller para a AB-Inbev seja fechada lá fora, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não teria margem para interferir.

No entanto, diante do acordo firmado entre SABMiller e Petrópolis, o professor diz que resta saber como o Cade agiria, pois a AB-Inbev concorreria com ela mesma e, ao mesmo tempo, teria posição de monopólio. Atualmente, a Ambev detém 68,4% do mercado brasileiro.

Adalberto Viviani, consultor da Concept,considera o acordo SABMiller e Petrópolis uma relação de "ganha-ganha".

"É uma oportunidade para a SABMiller entrar em um mercado forte como o brasileiro. Para a Petrópolis, é um reconhecimento de que a empresa pode alavancar os produtos da SABMiller no Brasil. Coloca uma nova carta na mesa do mercado mundial", afirmou Viviani.

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