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Obituário

O empresário que sempre acreditou no Brasil

Presidente do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes morreu domingo, aos 86 anos, como um defensor da indústria e dos ideais nacionalistas

  • PorAgência Estado
  • 25/08/2014 21:19
As outras faces de Ermírio: filantropo, dramaturgo e candidato | Moacyr Lopes Júnior/Folhapress
As outras faces de Ermírio: filantropo, dramaturgo e candidato| Foto: Moacyr Lopes Júnior/Folhapress

Trajetória

Defensor do empresariado nacional, Antônio Ermírio de Moraes criticou a ditadura e tentou carreira política. Conheça alguns fatos marcantes da vida do empresário:

Manifesto

Com Jorge Gerdau, José Mindlin, Severo Gomes, Paulo Villares, Cláudio Bardella, Laerte Setúbal Filho e Paulo Vellinho, Ermírio lançou, em 1978, um manifesto histórico que ficou conhecido como "Documento dos Oito". No texto, os empresários pediam mudanças na política econômica e a volta da democracia.

Política

Apoiador do movimento pelas Diretas Já, Ermírio disputou as eleições de 1986 para o governo do Estado de São Paulo pelo PTB, a mesma sigla pela qual seu pai tinha sido senador e a quem prometera jamais entrar na política. Perdeu para Orestes Quércia.

Dramaturgia

Em meados dos anos 1990 passou a escrever peças de teatro. É autor de três: "Brasil S/A" (1994), sobre a saga de um empresário, "SOS Brasil" (1999), que trata do descalabro na saúde, e "Acorda Brasil" (2006), enfocando o problema da educação.

Simplicidade

Ermírio Chegou a ser o homem mais rico da América Latina, contudo, tinha ojeriza à ostentação. Vestia ternos simples e não se preocupava com o ajuste das gravatas. Passou quase toda a vida sem guarda-costas.

A voz dos empresários brasileiros, por décadas, teve nome e sobrenome: Antônio Ermírio de Moraes. Líder do Grupo Votorantim, um império com 96 empresas, fundado pelo pai, o empresário ganhou notoriedade pelos ideais nacionalistas e por defender o investimento e a produção industrial. Ermírio morreu na noite de domingo, aos 86 anos, em sua casa, de insuficiência cardíaca. O corpo do empresário foi enterrado ontem no cemitério do Morumbi, onde também estão sepultados os corpos dos filhos Mário e Carlos – os dois vítimas de câncer, em 2009 e 2011.

Trabalho, para Antônio Ermírio, era uma religião – a que ele se dedicou quase que integralmente, inclusive aos fins de semana e sem férias. A dedicação era total para manter o conglomerado que, no ano passado, faturou R$ 31,3 bilhões. Formado em Engenharia de Metalurgia na Colorado School of Mines (EUA), começou a trabalhar na empresa da família assim que voltou dos Estados Unidos nos anos 1940. Expandiu os negócios rapidamente e no início da década passada deu início ao processo de profissionalização das várias empresas do grupo, compartilhando o comando entre filhos e sobrinhos.

Hoje, a empresa tem 43 mil funcionários em mais de 20 países, mas Antônio Ermírio relutou à internacionalização. Por anos, criticou as multinacionais e dizia que, no dia em que investisse em outro país, deixaria de ser brasileiro.

Ele mostrava-se constantemente preocupado com a falta de rumo do país e com a ausência de uma política industrial. Reclamava dos juros altos cobrados pelos bancos e acusava o governo de dar tratamento privilegiado ao setor financeiro em detrimento da indústria e do comércio.

Ironicamente, mais tarde, ele próprio criou um banco. "Fico triste em ver que uma coisa tão fácil ganha mais do que um negócio que me tomou a vida inteira para trabalhar; um trabalhão de 50 anos", disse, comparando o banco Votorantim à Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), seu xodó entre os negócios do grupo.

Filantropia

Ermírio também foi um dos mais célebres exemplos de dedicação à filantropia no país. Primeiro, abraçou a área da saúde por meio de atividades à frente da Cruz Vermelha. Depois, assumiu o hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo, um dos maiores do País.

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