Apaixonado por futebol, Joel Malucelli, de 62 anos, se dedica ao esporte três vezes por semana. Em partidas com executivos do grupo J. Malucelli, ocupa a posição de centroavante e chega a disputar campeonatos na Europa. Torcedor do Coritiba, começou a jogar futebol, ainda criança, no Clube Atlético Paranaense. No mundo dos negócios, quando troca as chuteiras pelo terno, o empresário também mostra sua vocação para o ataque.
Ex-vendedor de chuchu em feira e pipoqueiro do circo dos irmãos Queirolo, ele exerceu várias atividades antes de criar o grupo. "Sempre gostei de ganhar dinheiro. E sempre trabalhei muito", diz. A primeira empresa surgiu quando tinha 19 anos e estudava Ciências Econômicas na Universidade Federal do Paraná. "Comprei um trator e o alugava para o setor da construção. Eu era o dono e operador. Mas no primeiro dia, quando vi que ganhei mais do que tudo que me pagavam em um mês no meu emprego [na época ele trabalhava na Copel, no interior do estado], soube que ia ficar rico."
O empresário não esconde que seu maior sonho era ter um banco e uma seguradora, projeto que acabou se concretizando com a fundação do Paraná Banco, em 1989. Malucelli admite que sempre foi mais "intuitivo" ao investir em áreas tão diferentes, mas a trajetória segue uma lógica. "Depois que abri a construtora, investi em uma corretora de valores para aplicar o que ganhei. Depois aproveitei benefícios fiscais e criei uma reflorestadora. Nunca fechei uma empresa. Mesmo com tantas crises pelas quais a economia brasileira passou nos últimos anos, com inflação, moratória, fuga de dólares, sempre mantive os negócios nos quais apostei", diz.
A única decepção foi fora do mundo dos negócios: até hoje o empresário lamenta o fato de nenhum dos filhos ter herdado o gosto por jogar nos gramados. "Não podemos ter tudo", brinca.







