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Licenciamento

“Onda amarela” faz dos Minions um fenômeno de vendas

Licenças baseadas nos personagens que surgiram em Meu malvado favorito já chegam a 50. Filme faturou R$ 23 milhões na estreia

  • Rio de Janeiro
  • Agência O Globo
Crescimento nas licenças foi planejada para superar momento de crise na economia. | Divulgação
Crescimento nas licenças foi planejada para superar momento de crise na economia. Divulgação
 
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Uma onda amarela cobriu o varejo no país. Os Minions – fiéis escudeiros de Gru, protagonista de Meu malvado favorito – estão em toda a parte, literalmente. Cobriram avião e metrô. Deram nova forma às batatas fritas de uma rede de fast-food, invadiram as araras das grandes varejistas. Não à toa, Minions, produção de Universal e Illumination Entertainment, bateu mais de 50 licenciamentos no país. É dez vezes mais que na época que Meu malvado chegou à telona, em 2011.

No fim de semana de estreia, Minions superou R$ 23 milhões em bilheteria e foi visto por mais de 1,5 milhão de espectadores, segundo dados do site FilmeB. Já é a quinta maior abertura de cinema neste ano no Brasil.

A “minionmania” cresce sobre dois impulsos principais: o encantamento dos fãs e um feroz plano de negócios.

“Construímos um projeto de licenciamento em 2011. Ele terá continuidade até 2019, quando sai o terceiro filme do Meu malvado, depois do segundo Minions, previsto para 2017. Trabalhamos com líderes de diversos segmentos e estamos ampliando essa base de parceiros”, conta Martha Colpaert, diretora comercial da Exim Licensing Brazil, que representa a Universal no país.

O salto de uma dúzia de licenciados em 2013, a reboque de Meu malvado favorito 2, para mais de 50 agora deve se traduzir em alta de 80% em vendas de produtos, prevê Martha.

Divertidos, loucos para serem maus, mas genuinamente adoráveis, os Minions são criaturas cheias de contradições. Com isso, trazem o trunfo de agradar a crianças e adultos.

Licenciamento

Os Minions ilustram o bom desempenho do setor de licenciamento no país, a despeito da recessão na economia. Só este ano, o segmento deve totalizar R$ 13,7 bilhões em faturamento, alta de 4% sobre 2014, de acordo com a Associação Brasileira de Licenciamento (Abral).

“Com a crise, os consumidores não pararam de comprar, mas reduziram o ritmo de compras. O licenciamento estimula a compra. Na hora de escolher, a pessoa prefere o produto que traz o personagem, pois enxerga satisfação maior naquela opção”, afirma Marici Ferreira, presidente da Abral.

Esse encantamento de quem compra está diretamente ligado ao fascínio exercido pelos personagens que são a onda do momento. E o cinema é eficaz na transposição de sucessos da telona para as prateleiras. No Brasil, 70% dos licenciamentos estão ligados à área de entretenimento, tendo as áreas de confecção e brinquedos como as mais fortes em produtos ofertados.

“Não é que gerem um impulso de compra desenfreado. Mas ajudam a vender. Em alguns casos, o item licenciado vende até 20% mais que o produto equivalente sem licenciamento”, diz Marici.

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