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Tributo

Pagar IPTU e IPVA à vista para aproveitar o desconto vale a pena

Prazo para quitar os dois impostos em parcela única e com abatimento termina a partir da semana que vem

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Os contribuintes que quiserem aproveitar os descontos de 3% do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e de 5% do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) devem fazer o pagamento das taxas na próxima semana. Com o rendimento de aplicações em baixa, vale mais a pena quitar os dois tributos à vista do que pagar parcelado.

INFOGRÁFICO: Veja o prazo para pagar IPTU e IPVA

O prazo, no entanto, é curto. A parcela única do IPTU tem de ser paga até a próxima segunda-feira, dia 10, e o IPVA deve ser quitado à vista entre os dias 10 e 21 de fevereiro, dependendo da placa do veículo. Depois deste prazo, resta somente a possibilidade de pagamento parcelado.

Para quem tem o dinheiro em caixa ou investido em alguma aplicação com liquidez alta, o pagamento à vista vale a pena porque os descontos superam o rendimento que o consumidor poderia obter se aplicasse o valor da dívida em um investimento conservador.

De acordo com o planejador financeiro da Toro Investimentos André Chede, no caso do imposto predial, se a taxa total a ser paga é de R$ 2 mil em dez parcelas, por exemplo, e o pagamento à vista oferecido é de R$ 1.880, o desconto mensal chega a 1,14%.

Quanto ao IPVA, se o valor do imposto parcelado for de R$ 1 mil, a proposta de pagamento em uma só vez será de R$ 950 e o desconto será de 1,73% ao longo dos cinco meses. "São descontos que ganham da maioria das aplicações caso este dinheiro esteja investido", afirma Chede. A economia chega a ser três vezes maior do que o rendimento se o dinheiro estivesse aplicado na poupança, fundos DI ou CDB, por exemplo, que contam com taxa líquida de retorno que variam de 0,50% a 0,75% ao mês.

Por outro lado, se as despesas do final de ano ou a compra de material escolar extrapolaram o orçamento doméstico, não vale a pena se endividar para aproveitar os dois descontos, diz o consultor. "Os juros mensais praticados nessas modalidades de crédito são muito superiores ao do desconto oferecido nos impostos", afirma.

Bancos

Existem bancos que também oferecem linhas de financiamento para a quitação dos impostos. De acordo com o especialista em finanças pessoais Alberto Rigada, o recurso deve ser usado em casos específicos. "Só é indicado se o contribuinte consegue negociar uma taxa de juros abaixo do desconto, o que é muito raro, ou se ele precisa de um prazo maior para realizar o pagamento", explica.

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