Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) indicam que os clientes de telefonia fixa da Brasil Telecom na região de Curitiba consomem em média 350 pulsos por mês. Desses, 100 são franqueados e os outros 250 pagos. Para eles, o valor da conta telefônica entre julho de 2005 e o mês passado foi de, no mínimo, R$ 79,63. Com o reajuste negativo autorizado pela Anatel, a conta cai para R$ 79,05. No caso dos assinantes com o mesmo padrão de consumo, mas da operadora Sercomtel, na região de Londrina, a economia também será de cerca de R$ 0,50.
Ainda que a redução seja pequena, é um alívio para o consumidor ficar sem o tradicional aumento do telefone, que no ano passado foi de 7%. A boa notícia vem menos de um mês após a Copel reduzir a conta da luz em quase 7%, após autorização da Anatel de que o reajuste negativo poderia chegar a 12,7%.
Ainda que as reduções em ano eleitoral beneficiem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, o professor Gilmar Lourenço, do Unifae Centro Universitário, lembra que, após a privatização, as empresas assumiram contratos rigorosos com reajustes de preço transparentes, sem influência do governo. A redução se deve à deflação registrada pelo IGP-DI entre junho e dezembro do ano passado (-0,75%), entre outros componentes, como o recém-criado Índice de Serviços de Telecomunicações (que somou 1,37% entre janeiro e maio deste ano).
Ambos estão intimamente ligados ao dólar, pois incidem sobre custos de produção das telefônicas, como cabos, peças, componentes e material elétrico. "Por isso a redução de tarifas já era esperada", diz Lourenço.



