
As regiões Sul e Sudeste perderam participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2010, enquanto o Norte ganhou em 0,06 ponto porcentual, seguido pelo Centro-Oeste (0,05 ponto porcentual) e Nordeste (0,05 ponto porcentual), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as unidades da Federação com maior relevância na composição das riquezas do país, o Paraná conseguiu manter a quinta posição, apesar do recuo na participação: de 6% para 5,8%. São Paulo, primeiro colocado, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também perderam participação: de 34,6% para 33,1%, de 11,6% para 10,8% de 7,1% para 6,7%, respectivamente.
INFOGRÁFICO: Veja como foi a composição do PIB nacional
Programas sociais
As mudanças na participação não se deve ao enfraquecimento do Paraná ou dos outros estados líderes, mas ao fortalecimento das outras unidades da Federação em determinadas atividades. Além disso, as transferências de recursos dos programas sociais do governo influenciaram o resultado. A renda do campo onde vivem 15% dos brasileiros está subindo em ritmo superior ao do crescimento da economia agropecuária, sob influência de programas como o Bolsa Família, acompanhada por forte redução da pobreza.
No Norte, a maior contribuição para o aumento da sua fatia no PIB nacional, de 5,0% em 2009 para 5,3% em 2010, foi do Pará, beneficiado pelo aumento do preço do minério de ferro no mercado internacional. No Amazonas, houve recuperação da indústria de transformação, enquanto Rondônia registrou ganho de participação na atividade agropecuária.
Na passagem de 2009 para 2010, a região Nordeste manteve a participação de 13,5% no PIB nacional. Mas o aumento foi de 0,5 ponto porcentual em relação a 2002. Os destaques foram Maranhão, Piauí, Ceará e Pernambuco. O Maranhão consolidou-se na produção de soja, enquanto no Ceará o setor de serviços avançou, principalmente o comércio.
A região Centro-Oeste também ganhou 0,5 ponto porcentual de participação no PIB entre 2002 e 2010, alcançando uma fatia de 9,3% em 2010. O Mato Grosso do Sul ganhou participação na indústria e nos serviços, mas perdeu na agropecuária, devido a problemas climáticos. Goiás também teve perda na participação da agropecuária, mas ganhou na indústria e nos serviços.



