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A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) a descoberta de mais uma área de exploração de petróleo no poço Morpho, na foz do Amazonas na costa do Amapá. O ponto fica a cerca de 175 quilômetros da cidade de Oiapoque (AP), no bloco FZA-M-59, em uma área de águas ultraprofundas da chamada Margem Equatorial.
A nova ocorrência foi identificada após a empresa aprofundar a perfuração do poço, onde já havia encontrado petróleo em agosto. A presença do óleo foi confirmada por análises de rochas e amostras de fluidos coletadas durante a operação.
“A nova descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas”, afirmou a Petrobras em um comunicado. A presidente da estatal, Margda Chambriard, concederá uma entrevista coletiva à tarde para explicar a descoberta.
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O anúncio, porém, não significa que uma nova reserva esteja pronta para ser explorada. A Petrobras ainda precisa concluir estudos para calcular quanto petróleo existe no local e verificar se a produção comercial é tecnicamente e economicamente viável.
Os trabalhos também devem ajudar a entender melhor o potencial da foz do Amazonas, uma das áreas que integram a Margem Equatorial. A região desperta interesse da Petrobras porque a companhia busca novas reservas para compensar, no futuro, a redução da produção do pré-sal, cujo pico é estimado entre 2034 e 2035.
“A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, contribuindo para o atendimento à demanda energética do país”, conclui o comunicado.
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Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Foz do Amazonas pode ter 5,7 bilhões de barris de petróleo recuperáveis, ou seja, que poderiam ser efetivamente extraídos. Se essa estimativa for confirmada, o volume representaria um aumento de 33% nas reservas comprovadas de petróleo do Brasil e de até 55% da Petrobras.
Para toda a Margem Equatorial, formada por cinco bacias, a EPE estima um potencial de 41 bilhões de barris. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por sua vez, trabalha com uma estimativa de 30 bilhões de barris para a região.
Considerando até 6 bilhões de barris recuperáveis na Margem Equatorial, o petróleo Brent a US$ 70 e dólar a R$ 5,40, a FGV-IBRE estima um valor bruto de aproximadamente R$ 3,8 trilhões.
A exploração da região, no entanto, depende também do licenciamento ambiental. No bloco FZA-M-59, a licença concedida em outubro de 2025 autorizou a perfuração do Morpho, enquanto outros três poços previstos ainda dependem da análise do Ibama.








