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A Polícia Federal (PF) apreendeu no Porto de Paranaguá a matriz que servia para fazer os dedos de silicone que eram utilizados para fraudar o cartão ponto. A "moldeira" foi encontrada no setor operacional da estrutura portuária.

Ao todo, foram apreendidos 23 moldes de silicone e 14 servidores já foram identificados. Destes, sete do setor operacional e sete do setor administrativo, de acordo com informações do delegado da PF Jorge Fayad. O promotor de justiça que atua na área de proteção ao patrimônio público, Leonardo Dumke Busatto, disse que informações preliminares indicam que parte dos servidores envolvida no esquema é de carreira. Porém, ele não descarta a possibilidade da participação de servidores comissionados.

Ainda de acordo com o promotor, o inquérito deve ser concluído em um mês e se for comprovada a fraude, os servidores podem ser indiciados por formação de quadrilha, falsidade ideológica e peculato. O delegado da PF Jorge Fayad disse que provavelmente mais pessoas podem estar envolvidas, já que alguém tinha que efetivamente bater o ponto utilizando esses dedos de silicone.

O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, disse que a fraude do cartão ponto é uma questão bastante séria e que será levada até as últimas instâncias. Apesar de pontual, a questão trouxe prejuízo ao erário. "Existe um prejuízo porque o serviço deixou de ser feito. Precisamos levantar em quanto foi prejudicado o erário público", disse Dividino.

A relação dos servidores já identificados será enviada pelo Ministério Público à Appa ainda na tarde de hoje (segunda-feira), mas os nomes não poderão ser divulgados porque o inquérito corre em segredo de justiça.

Dividino disse ainda que o ponto biométrico foi instalado justamente para combater esse tipo de fraude e que um trabalho intenso de recomposição do quadro está sendo feito.

O objetivo é eliminar as ações trabalhistas do porto que já ceifaram mais de R$ 1,3 bilhão. "Se nós queremos construir uma empresa com base sólida nós precisamos levar a cabo todas essas desconformidades", disse o superintendente da Appa.

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