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"A atividade industrial mais forte do que se esperava em março e os dados sobre crédito provavelmente foram puxados por políticas macroeconômicas mais relaxadas e apontam para uma provável estabilização e melhora no crescimento nos próximos meses."

De economistas do banco Barclays, em relatório a clientes

A economia da China cresceu no ritmo mais lento em quase três anos nos três primeiros meses de 2012, e a leitura abaixo do esperado provocou entre os investidores a preocupação de que a desaceleração chinesa ainda não tenha chegado ao fim, depois de cinco trimestres seguidos de enfraquecimento. A interpretação do mercado é de que mais ações de política econômica serão necessárias para interromper essa tendência.

O crescimento do PIB desacelerou para 8,1% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2011, depois de ter alcançado 8,9% nos três meses anteriores, informou o Escritório Nacional de Estatística. Economistas previam expansão de 8,3%.

Os dados ficaram em linha com as expectativas conservadoras de alguns investidores, que mostram-se cada vez mais preocupados com a possibilidade de que a fraqueza do ciclo econômico da China se estenda para o segundo trimestre. "O que está claro é que a economia ainda está desacelerando e o setor imobiliário está deflacionando", disse o economista do Société Générale, Yao Wei.

Ânimo

Outros dados divulgados ontem, no entanto, trouxeram sinais positivos. A produção de aço, cimento e automóveis da China – que recentemente havia gerado preocupação sobre um "pouso forçado" da economia do país – se fortaleceu em março. As vendas no varejo de aparelhos eletrônicos domésticos cresceram 8,4%, se recuperando após um período de fraqueza em janeiro e fevereiro.

Além disso, o forte aumento anunciado nos empréstimos bancários em março apontou para políticas monetárias mais relaxadas adiante. Analistas afirmaram esperar que as autoridades chinesas usem instrumentos monetários diferentes das taxas de juros para garantir crédito adequado e uma expansão econômica firme, como a taxa do compulsório bancário. Por outro lado, uma área sobre a qual claramente não há nada para comemorar é o setor imobiliário, que mostrou mais sinais de desaceleração.

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