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O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) não existe, na opinião de Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, um dos controladores da Oi. "O que temos é a decisão do governo de desenvolver um plano", disse Azevedo, durante o evento de telecomunicações Futurecom, em São Paulo. Ele destacou que um plano tem que definir para que se destina, com custo e investimentos determinados, o que não existe no PNBL. '"É preciso definir para qual demografia e para qual geografia", completou o executivo.

O executivo, que foi vice-presidente da Telebrás antes da privatização, disse que a lista de 100 cidades que serão atendidas pela Telebrás não parece coerente com o "mapa da pobreza" no Brasil. "Essa lista não pode ser chamada de plano", disse Azevedo. Segundo ele, 72% das cidades da lista já têm quatro plataformas de prestação de serviço de banda larga em atividade, e 83% têm três. A Telebrás foi reativada para ser a gestora do PNBL.

Ele afirmou que é mais um plano da Telebrás do que um plano nacional. "Temos um plano da Oi", ressaltou Azevedo. "No começo do ano que vem, vamos oferecer banda larga em todos os municípios de nossa área de concessão." A Oi é concessionária em todos os Estados, menos São Paulo. Antonio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica no Brasil, disse que a Telefônica atende todos os municípios de São Paulo com banda larga desde 31 de março.

O presidente da Andrade Gutierrez disse que não vê nada de errado na ativação da rede óptica do governo, gerenciada pela Telebrás. "Não vejo nenhum motivo para criticar uma ação política do governo, e não é por ser concessionária." Ele reconheceu, no entanto, ser "muito incômodo" para uma concessionária criticar o governo.

A governo é acionista da Oi, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de fundos de pensão de estatais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a mudar a regulamentação do setor para permitir que a empresa comprasse a Brasil Telecom, em 2008.

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