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Saúde Suplementar

Plano pagará R$ 80 por consulta

Acordo da Fundação Copel com classe médica é o primeiro resultado concreto do movimento da categoria iniciado em 2009 no Paraná

Presidentes da Fundação Copel, Hélio Pizzato, e da AMP, João Carlos Barracho, celebram acordo | Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Presidentes da Fundação Copel, Hélio Pizzato, e da AMP, João Carlos Barracho, celebram acordo (Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo)

A movimentação da classe médica por melhores honorários pagos pelos planos de saúde, iniciada ainda em 2009 no Paraná, deu seu primeiro resultado concreto ontem. A Fundação Copel de Previdência e Assistência Social firmou um acordo com a Asso­ciação Médica do Paraná (AMP), o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) e o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), comprometendo-se a aumentar o valor das consultas dos cerca de 7 mil médicos credenciados em 51% já neste mês. O valor de R$ 53 passa para R$ 70 e pode chegar a R$ 80 caso os profissionais, em contrapartida, topem participar de um levantamento epidemiológico dos mais de 40 mil beneficiários no estado, entre empregados, dependentes e pensionistas da Copel, Compagás e Lactec. "Na prática, a contrapartida, recompensada com R$ 10 a mais no valor da consulta, é o preenchimento de um questionário ao fim de cada atendimento que vai nos ajudar a identificar possíveis exageros ou distorções de protocolo em diagnósticos e tratamentos e também a descobrir o perfil dos nossos beneficiários para que possamos investir em programas de prevenção", explica o presidente da Fundação Copel, Hélio José Pizzato. Esse trabalho, segundo ele, será feito com o apoio das câmaras técnicas e de especialidades da AMP. "A Fundação poderá contar com a nossa ajuda na formulação de um parecer que dirá se a conduta questionada está em conformidade com os protocolos daquela especialidade", diz o presidente da AMP, João Carlos Barracho.

O acordo, que não provocará aumentos de mensalidade para os usuários, segundo Pizzato, garante ainda o reajuste anual dos honorários médicos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a adoção escalonada da última edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Pro­cedimentos Médicos (CBHPM), documento que é editado pela Associação Médica Brasileira e é considerado um tipo de "tabela base" de valores por toda a categoria médica no país.

Até agora, a Fundação Copel utilizava a 3.ª edição da CBHPM com 20% de redução nos valores referentes ao porte dos procedimentos (são quatorze no total) e 30% de redução na Unidade de Custo Operacional (medida que contempla equipamentos e outros gastos-base de cada procedimento). Já neste mês, a entidade adota a 5.ª edição da tabela, mantendo as reduções e em julho de 2013, a última edição, a 6.ª CBHPM, em sua integralidade.

Para o presidente da AMP, o acordo com a Fundação Copel mostra que é possível chegar a um bom termo tanto para operadoras quanto para médicos. Segundo Barracho, nenhuma negociação com outra operadora do estado avançou tanto, mas o movimento da classe deve continuar em 2012, olhando inclusive para as cooperativas médicas, como as Unimeds, deixadas de lado até agora.

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