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Ranking

A profissão mais promissora

Os egressos das faculdades de computação foram eleitos os profissionais com as maiores chances de terem carreiras bem sucedidas

  • Breno Baldrati
André Noel, de 29 anos, é autor das tiras Vida de Programador: um milhão de pageviews ao mês |
André Noel, de 29 anos, é autor das tiras Vida de Programador: um milhão de pageviews ao mês
 
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A profissão mais promissora

Sobram vagas, o salário é bom e o ambiente de trabalho é descontraído e flexível: os engenheiros de soft­ware, termo que passou a ser usado como sinônimo do graduado em Ciência da Computação, têm a profissão mais promissora do mercado. É o que diz um estudo publicado pelo site de empregos CareerCast.com sobre as melhores e piores profissões em 2012.

Foi a segunda vez que o engenheiro de software liderou o ranking (veja as 10 melhores e 10 piores nesta página). A lista conta com 200 profissões e cada uma recebe uma pontuação de acordo com cinco critérios: renda, perspectiva de mercado, esforço físico, estresse e ambiente de trabalho.

Antes restrita a geeks e nerds, hoje a profissão atrai um perfil mais amplo de estudantes, afirma Eduardo Todt, coordenador do curso de Ciência da Computação da UFPR. “Os geeks e nerds têm abrigo garantido, mas o perfil mudou. A área de atuação se ampliou muito e as soluções nas quais os profissionais trabalham são multidisciplinares. A computação serve para muitos outros ramos de conhecimento, da medicina à engenharia ambiental. E isso acabou atraindo também um outro perfil de profissional”, diz ele.

Em Curitiba, as empresas buscam os programadores já na faculdade. A cidade possui grandes companhias que demandam formados em computação. Exxon Mobil e HSBC, por exemplo, possuem centros de tecnologia instalados em Curitiba. Pelissari, Cinq, GVT e toda a indústria automobística da região metropolitana também são citadas como grandes recrutadoras, segundo Todt. “A ciên­cia da computação é um dos poucos cursos em que há mais oferta de vagas do que alunos disponíveis para estágio”, afirma.

Para Ismael Akiyama, eleito empreendedor do ano pela Ernst & Young em 2012 na categoria “Emergentes” por sua atuação à frente da Akiyama, empresa da área de automação, o Brasil também se tornou um exportador de mão de obra na área. “Acabamos produzindo muito mais programadores do que os países mais ricos, onde os profissionais acabam migrando para funções mais complexas, em que é necessário o acesso a laboratórios modernos para exercer a profissão. A programação pode começar a ser apreendida dentro de casa, basta ter um computador. Isso aí contribui para o Brasil, ao lado de Rússia e Índia, se tornar um exportador de programadores”, diz.

Segundo Roberto Cle­menti, diretor de inovação da Sofhar, empresa de soluções em tecnologia, o profissional deve ter uma boa visão geral do que é programação, para se adaptar às exigências do mercado. “Sempre aparecem novas linguagens, e algumas garantem mais empregabilidade do que outras. Mas o importante é treinar bastante e ganhar experiência em programação, para conseguir criar os softwares mais eficientes."

Maringaense faz sucesso com tiras sobre programação Maringaense de 29 anos, o programador André Noel começou a publicar tiras sobre a profissão em fevereiro do ano passado. A ideia começou no Twitter e depois migrou para um site próprio (vidadeprogramador.com.br). Em pouco tempo tornou-se sensação entre os profissionais da área. Hoje, ele conta com mais de 22 mil seguidores no Twitter, 29 mil fãs no Facebook e cerca de 1 milhão de pageviews em seu site todos os meses.

Para ele, a profissão também tem muitos problemas, especialmente no interior, onde a realidade do mercado de trabalho é bem diferente da dos grandes centros – o lado menos glamouroso da programação, inclusive, é um dos principais temas de seu trabalho como quadrinista.

Muitas das tiras são sugestões enviadas por outros profissionais da área de programação. “O que mais aparece são coisas relacionadas a chefes e clientes que não entendem programação, e também estagiárias”, diz ele.

O ambiente de trabalho, um dos pontos positivos na profissão do engenheiro de software, segundo a pesquisa da CareerCast.com, é essencial para garantir um bom desempenho dos programadores, afirma Noel. “É um trabalho essencialmente criativo. O profissional é uma espécie de artista da programação. Quanto mais agradável o ambiente, melhor”, diz, lembrando que as empresas costumam fazer propaganda quando têm horários flexíveis e oferecem ambientes com fliperamas e comida à vontade. E café. “O café é basicamente uma ferramenta de trabalho para o programador.”

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