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Mercados

Ação da Net tem a maior alta do Ibovespa em 2005

  • PorGlobo Online
  • 28/12/2005 15:36

Em 2005, as ações da Net foram a melhor opção de investimento entre os papéis que compõem o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). Net PN teve variação acumulada de 150,2% até o início desta semana, ficando à frente dos 122,6% de Bradesco PN, ação do maior banco privado do país. O Índice Bovespa reúne as 57 ações mais negociadas da bolsa. Fora do índice, há variações acumuladas bastante superiores, mas pertencem a ações com bem menor liquidez (facilidade de compra e venda).

Segundo Nami Neneas, superintendente de renda variável do Banif Investment Banking, todas as ações que lideraram o ranking do Ibovespa em 2005 têm em comum o fato de terem refletido fundamentos positivos, como reestruturações bem-sucedidas ou manutenção de performances vencedoras. Da mesma maneira, diz ele, as maiores quedas estão diretamente relacionadas a dificuldades enfrentadas pelas empresas ou pelos setores nos quais elas atuam.

A campeã de perdas foi Telesp Celular Participações PN, com perda de 52,5% no período. A perda do papel simboliza as dificuldades de todo o setor de telefonia celular, onde os investimentos são elevados e a concorrência, acirrada.

Veja a seguir o ranking das maiores altas e baixas do Índice Bovespa:

AS MELHORES

NET PN: +150,2%

A Net é a maior operadora de TV por assinatura do país. A empresa passava por dificuldades financeiras, com endividamento excessivo. Encerrou em 2004 uma reestruturação e voltou a registrar resultados positivos. A entrada de um sócio estrangeiro, a Telmex, mudou as perspectivas da companhia. Controladora da Embratel, a Telmex pretende compartilhar a rede de cabos da operadora de TV e da operadora de telefonia fixa de longa distância. Com isso, a Net ganha viabilidade e tem potencial de crescimento no mercado de telefonia para os próximos anos. A empresa era tida como inviável, mas hoje é uma companhia promissora.

BRADESCO PN: +122,6%

Maior banco privado do país, o Bradesco teve lucro líquido de R$ 4,051 bilhões nos nove primeiros meses do ano, o dobro do resultado alcançado em 2004. A razão do bom desempenho das ações não é outra senão o excelente desempenho do Bradesco e do setor bancário nacional como um todo. Os bancos nacionais sabem lucrar em tempos de inflação alta ou baixa e juros altos ou elevados. O Bradesco paga dividendos mensais e vem atraindo cada vez mais a atenção dos investidores estrangeiros.

TRANSMISSÃO PAULISTA PN: +89,1%

A empresa é chamada pelos operadores de "cash call" (chamariz de dinheiro). Estatal pertencente ao setor de transmissão de energia, atualmente bastante rentável e que tem suas receitas garantidas, não estando sujeitas à inadimplência ou fraude do consumidor. A Transmissão Paulista paga bons dividendos e deve ser incluída no processo de privatização do governo do estado. A expectativa é de que, uma vez nas mãos da iniciativa privada, a companhia irá crescer.

UNIBANCO UNIT: +77,3%

Terceiro maior banco privado do país, o Unibanco também se destaca devido ao bom resultado apresentado no ano. O banco teve no terceiro trimestre lucro de R$ 475 milhões, com alta de 45,3% em relação ao mesmo período de 2004. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o resultado foi recorde: R$ 1,329 bilhão.

AS PIORES

TELESP CELULAR PARTICIPAÇÕES PN: -52,5%

A queda da ação reflete a concorrência acirrada que a empresa vem enfrentando no mercado. Competição acirrada, fraudes e necessidade constante de investimento são alguns dos motivos da perda de fôlego. A margem de geração de caixa vem caindo, e o interesse do investidor pelo setor vem diminuindo. Devido à reestruturação do Grupo Vivo, a Telesp Celular vai incorporar ações das celulares Tele Leste, Tele Sudeste, Tele Centro Oeste e CRT. Também vai incorporar o patrimônio dessas empresas, à exceção da Tele Centro Oeste. O anúncio da operação, que em princípio torna mais complexa a operação da holding, ajudou a derrubar o preço dos papéis nos últimos dias.

LIGHT ON: -42,8%

A empresa controlada pelo grupo português EDF foi colocada à venda e deverá ser transferida por meio de um leilão. Tem um "free float" (número de ações em circulação) muito baixo na bolsa, restrito a 8% do seu capital. Com isso, é uma empresa de baixa liquidez. O alto número casos de roubo de energia residencial é um dos principais problemas da empresa, que perde 24% do que produz com "gatos". A possibilidade de transferência do controle da Light é vista com bons olhos. Uma das candidatas favoritas seria a Cemig.

BRASKEM PNA: -42,3%

A queda da ação reflete uma realização de lucros passados e também resulta da volatilidade dos preços do petróleo e seus derivados. Empresa do setor petroquímico, a Braskem tem como principal matéria-prima a nafta. Em anos anteriores, a empresa esteve entre os maiores ganhos da bolsa. Neste ano, enfrentou o problema do aumento de custos.

VOTORANTIM CELULOSE E PAPEL: -33,9%

A queda do dólar foi fator determinante para a perda de rentabilidade da Votorantim Celulose e Papel. A companhia exporta 90% da celulose que produz. Portanto, tem sua receita quase toda em dólares, o que levou a uma perda de fôlego. O problema foi agravado pela queda dos preços da matéria-prima no mercado internacional. No terceiro trimestre, o volume de vendas da empresa cresceu 18% no mercado interno. Por outro lado, a receita caiu 3%. O lucro líquido no período caiu 44% no período, para R$ 114 milhões.

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