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Bares e restaurantes ameaçam não aceitar tíquetes-refeição dos clientes nesta quinta-feira em protesto contra as altas taxas de administração cobradas pelas operadoras em todo o país. Em alguns casos, a taxa chega até a 8% sobre o valor do vale.

- A comissão cobrada pelas administradoras de tíquete-refeição é maior que as de cartão de débito ou crédito. É um abuso, chego a pagar 8% de taxa sobre o valor de uma refeição. Isso beira a um imposto - reclama Manoel Luiz Brotero Duprat, proprietário do restaurante Grano, no Itaim Bibi. Duprat assegura que irá participar do movimento, mesmo que isso possa prejudicar o atendimento aos seus clientes.

Os donos de restaurantes argumentam que, além da comissão, eles arcam sozinhos com custos como taxa mensal para manutenção da máquina, conta de telefone, entre outros. A expectativa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) é que, na capital, cerca de mil estabelecimentos participem do boicote. No Brasil, a estimativa é de 5 mil casas, de um total de 780 mil.

O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, afirma que se o valor das taxas fosse menor seria possível reduzir em até 5% o valor das refeições.

- As administradoras não cumprem um acordo firmado com os estabelecimentos de que a taxa dos tíquetes eletrônicos não passaria de 3,5%. O maior problema é que essas empresas não negociam em conjunto.

Por meio de nota, a Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador - que representa as operadoras - informa que "não tem o registro das práticas comerciais de seus associados e não tem como articular uma conduta uniforme".

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