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Comportamento

Bons profissionais ou impostores?

Perfeccionismo e autoestima comprometida são traços típicos da personalidade de quem acredita que não é tão bom como chefes e colegas o consideram

  • PorCíntia Junges
  • 22/03/2014 21:01
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Teste

Dez perguntas para identificar o problema

1. Sou incapaz de confiar nos meus talentos e pontos fortes?

2. Fico insatisfeito com meu desempenho, mesmo quando demonstro resultados acima da média?

3. Sinto que não sou merecedor do sucesso alcançado?

4. Escondo dos outros as conquistas pessoais para evitar o aumento da expectativa em relação ao meu desempenho?

5. Evito ao máximo as avaliações, embora quando avaliado, alcance bons resultados?

6. Considero exagerada a expectativa dos outros em relação a minha pessoa?

7. Tenho certeza continuamente do meu fracasso eminente?

8. Sinto não possuir as competências que os outros me atribuem?

9. Considero insatisfatórios os resultados positivos alcançados, independentemente da opinião alheia?

10. Atribuo o sucesso alcançado à sorte ou a algum fator externo?

Características

O "impostor" tem os seguintes traços de personalidade.

Percepção distorcida dos fatos

Autocrítica exacerbada

Autossabotagem

Foco doentio nos erros

Insegurança

Perfeccionismo

Preocupação com a autoimagem

Baixa autoestima

Desvalorização dos próprios talentos

O sujeito é um profissional bem-sucedido e ocupa um cargo importante, mas não se considera merecedor do sucesso que alcançou. Acredita na sorte, na ajuda divina, em tudo, menos na sua competência. Pior: vive com medo de que colegas e superiores descubram que é uma fraude no trabalho.

Essa sensação caracteriza a Síndrome do Impostor, um fenômeno que atinge, em maior ou menor grau, sete em cada 10 profissionais bem-sucedidos em algum momento da carreira, segundo uma pesquisa feita pela psicóloga Gail Matthews, da Universidade Dominicana da Califórnia, nos Estados Unidos.

De acordo com Adriana Kauati, PhD em neurociências e pesquisadora da Síndrome do Impostor, os profissionais com maior tendência a desenvolver a síndrome são os perfeccionistas e críticos ao extremo. "É difícil saber o que vem primeiro, a síndrome ou os altos nível de exigência, pois um realimenta o outro", explica. A ocorrência também pode estar associada aos fatores culturais e valores pessoais. As sociedades orientais, por exemplo, cultivam fortemente a modéstia, fazendo que muitos profissionais não se sintam bem com suas conquistas e persigam modelos de perfeição inalcançáveis.

Mesmo sendo visto como uma referência de sucesso e atingindo metas e resultados mensuráveis, o profissional se baseia em crenças, pensamentos e sentimentos de que é uma fraude, explica a coach Melissa Camargo Kotovski, diretora da Potencial Desenvolvimento Humano.

Por mais capacitado que seja, o portador da síndrome acha que está constantemente enganando os superiores e colegas. Esse esforço para evitar que os outros descubram sua suposta falta de competência gera ansiedade generalizada, baixa autoestima, baixa autoconfiança, esgotamento físico e até depressão, nos casos mais extremos. "Tudo isto pode levar a pessoa a evitar novos desafios e atuar abaixo de sua capacidade. O profissional que pensa não ser capaz pode se autossabotar e nunca passar em concurso ou entrevista de emprego, mesmo tendo conhecimento e currículo de alto nível", afirma Kauati.

Sentimento antigo

"O profissional precisa desenvolver a consciência que o seu conjunto de talentos é único e que ele não é bem-sucedido por acaso. Mas é muito difícil identificar a síndrome do impostor sozinho", ressalta a coach especialista em potencializar talentos, Adriana Ferrareto. O comportamento é antigo, porém, a conceituação é nova. Neste caso, a disseminação de informações sobre a síndrome ajuda as pessoas a identificarem aquilo que sentem.

O estudo sobre o tema iniciou na década de 1970 e o termo foi usado pela primeira vez pela psicóloga Pauline Clance, pesquisadora da Georgia State University. Embora a descrição da síndrome não seja nova, seu diagnóstico é cada vez mais corriqueiro num mercado de trabalho extremamente exigente. Nas mulheres, é mais comum pela necessidade de equilibrar os vários papéis da vida e atingir o sucesso. "Nos homens, está mais ligada ao dinheiro e ao tempo, ou seja, ganhar mais ou ter mais tempo", explica Melissa.

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