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Diz o ditado que o ano só começa para valer mesmo depois do Carnaval. Mas quem não está no clima da folia pode se antecipar e aproveitar o feriado para aumentar as chances de arrumar um emprego. Dedicar um tempo para dar “um tapa” no currículo pode fazer a diferença, sobretudo em um cenário de 12,9 milhões de desempregados no qual dois milhões de brasileiros procuram uma oportunidade há mais de dois anos.

Além do bom e velho currículo, é possível usar o tempo livre para fazer um perfil no LinkedIn, limpar seu perfil nas redes sociais e melhorar o cadastro no sites de recrutamento. Ufa! Trabalho não vai faltar. Mas fique tranquilo, a Gazeta do Povo separou algumas informações importantes para te ajudar nessa empreitada:

Dicas para criar ou atualizar o currículo

Como criar um bom perfil no LinkedIn

Faça uma limpeza nas redes sociais

Monte um portfólio para vender sue trabalho

Comece pelo Currículo

Um currículo bem feito é o ponto de partida para um bom emprego, mas não exagere na quantidade de informações. Especialistas garantem que uma apresentação objetiva aumentam as chances de ser chamado para a entrevista, portanto, não enrole e vá direto ao ponto. Se você não sabe por onde começar, há diversos modelos disponíveis na internet.

Segundo o especialista em desenvolvimento profissional Renato Grinberg, cinco regras jamais mudam na elaboração de um bom currículo: é preciso ser conciso, estar atento aos erros de português, organizar as informações de modo a facilitar a leitura, jamais contar mentiras e sempre customizar o documento com base na vaga que você deseja.

Comece com os seus dados pessoais e gaste um tempo extra detalhando seus objetivos profissionais, já de olho na vaga que pretende ocupar. Como explica o consultor de recursos humanos Ricardo Karpat, é ali que o recrutador vai analisar se o indivíduo se encaixa ou não no perfil da empresa. “É importante que ele tenha cuidado para não ser abrangente demais ou querer coisas não relacionadas. Quem tem muitos objetivos, não tem nenhum”.

Na sequência, coloque escolaridade e formação acadêmica; idiomas; experiências profissionais; e informações complementares. Se o objetivo é pleitear uma vaga fora do país, faça um currículo em inglês.

Os currículos online têm regras próprias. “Em sites como Vagas, Catho ou o próprio LinkedIn, o candidato deve ser um pouco mais abrangente, já que essas ferramentas utilizam pesquisas por palavras-chave. Assim, ele pode se estender mais nas explicações”, explica o consultor Ricardo Karpat.

Se tem dúvidas, veja algumas dicas para montar um bom currículo.

Não tem perfil no LinkedIn?

Você não está no LinkedIn? Quando bem aproveitada, a maior rede social profissional do mundo pode ser uma grande aliada na busca por contatos e oportunidades de trabalho e negócios. São 400 milhões de usuários ativos no mundo – 25 milhões só no Brasil.

No LinkedIn, a ideia é ter um perfil mais completo possível, alinhado à imagem profissional que você quer transmitir. Algumas dicas simples pode te ajudar a chamar a atenção dos recrutadores.

Resuma a sua história e fale sobre as suas experiências profissionais, fornecendo detalhes sobre seus trabalhos passados, mas seja objetivo, mostrando resultados concretos que você atingiu. As experiências profissionais devem seguir uma lógica de pirâmide invertida, ou seja, quanto mais recente o emprego, mais detalhes sobre ele deve ter. É importante colocar não somente a empresa, cargo e período de atuação, mas também citar os feitos mais relevantes que mostram que contribuiu para o sucesso da empresa.

Palavras chave

Lembre-se que a busca feita pelas empresas é guiada principalmente por palavras chave, como localidade, competências, nível de escolaridade ou área de formação. Isso deve ser considerado pelo usuário ao preencher seu perfil, já que o uso dos termos corretos pode atrair oportunidades de seu interesse.

Adicione fotos, vídeos ou apresentações relacionadas. Quanto mais informações você incluir, maior será a “força do seu perfil” – há um círculo no lado direito da sua página que ilustra essa força; quanto mais dados, prêmios e reconhecimentos, mais completo o círculo fica. Mas certifique-se de que são informações relevantes, que agregam a sua imagem profissional.

Não esqueça da foto

Uma dica importante: perfis com fotos são até 14 vezes mais vistos do que aqueles sem fotos. Não se esqueça de colocar uma foto no seu perfil, mas lembre-se de que o LinkedIn é uma rede social profissional e, portanto, fotos muito pessoais e descontraídas, na balada, na praia, no bar, não são recomendadas.

Personalize sua URL e apareça antes no Google. Para isso, vá em Perfil > Editar Perfil e depois clique na URL que aparece logo abaixo da sua foto, no link “Editar”. Depois, clique em “Personalize a URL de perfil público”, campo que aparece logo acima na página, no lado direito. Se disponível, use seu primeiro e último nomes.

Muito além de um currículo online, o LinkedIn é uma rede social para fazer boas conexões e fortalecer o networking, seja com outros profissionais ou empresas. Siga a sua empresa e outras que possam lhe interessar, justamente para que você possa conhecer melhor essas companhias e acompanhar possíveis vagas abertas.

Que tal uma faxina nas redes sociais?

Não é segredo algum que recrutadores gostam de dar uma espiada nas redes sociais para saber mais sobre os candidatos que estão disputando uma vaga. Então, se você estiver procurando emprego, aproveite para dar aquela limpada nas suas redes sócias (Facebook, Instragram, Twitter) e saiba se expor na medida certa para atrair a atenção (positiva, é claro) dos recrutadores. Com tanta informação sua espalhada pela rede, é importante refletir: a imagem que estou transmitindo condiz com a que eu gostaria de passar? O uso inadequado dessas informações pode causar estragos difíceis de consertar.

O Facebook, por exemplo, é utilizado para conhecer mais a fundo o comportamento de um candidato, seu estilo de vida, preferências, hábitos, relações com amigos e sociedade. A hiperexposição de vida íntima nas redes sociais pode ser mal-interpretada pelos recrutadores. Publicações polêmicas, comentários preconceituosos e intimidades podem depor contra a imagem que o candidato está tentando transmitir, contra dição que pode acabar eliminando-o do processo seletivo.

Sites de recrutamento

Outro caminho bastante procurado pelas empresas para selecionar profissionais são os sites de recrutamento. Se você não possui cadastro, considere a possibilidade de fazê-lo e, se já possui, procure mantê-lo sempre atualizado. Como a concorrência é grande, isso ajuda muito na hora de se candidatar a uma vaga. Nesses sites, é possível fazer busca de vagas por áreas específicas e filtrar as oportunidades por estados. No site Vagas.com.br, o cadastro é gratuito para os candidatos. Já o Catho, por exemplo, possui planos de assinaturas. Determinadas vagas só estão disponíveis para assinantes. Mas o candidato pode experimentar o serviço de graça por sete dias, desde que seja a primeira assinatura.

Já pensou em montar um portfólio?

Criar um portfólio para reunir seus trabalhos é uma ótima forma de vender “seu peixe” em uma entrevista de emprego ou na busca por trabalhos freelancers. Na internet, é possível encontrar uma infinidade de ferramentas para montar um bom portfólio. Elas oferecem desde modelos prontos até temas que podem ser altamente customizados. No fim, tudo vai depender do tipo de trabalho que você desenvolve e de como pretende exibir isso na web.

Na hora de montar o seu portfólio, defina o formato (físico ou online ou ambos) e selecione os seus melhores trabalhos. Na sequência, organize-os de forma que contem sua história profissional: pode ser em ordem cronológica, do melhor para o pior ou, então, de forma inversa. A ideia é que eles “conversem” entre si ou mostrem sua evolução profissional.

A montagem de um portfólio permite abusar da criatividade. A dica é que ele tenha uma identidade que também mostre a sua capacidade de criação. Uma boa ideia é incluir etapas do processo de criação de algum projeto. Isso valoriza ainda mais o esforço naquele determinado produto.

O passo final, é divulgá-lo. Você não precisa enviar para “Deus e o mundo”: o ideal é procurar redes fechadas e grupos interesse – eles podem render bons contatos (e contratos).

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