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Bernt Entschev

Depressão

  • 27/05/2005 21:18

Wilson era um executivo que poderia se dizer feliz e realizado. De origem humilde, trabalhou e estudou o tempo todo. Sua dedicação ao estudo rendeu bons frutos, pois, além de ampliar seus horizontes, forneceu o embasamento teórico necessário para construir sua carreira. E assim como ele, sua esposa - com quem teve dois filhos - era uma profissional muito talentosa.

A ascensão de Wilson se deu com muita velocidade. Aos 30 anos ele já era gerente de uma grande multinacional. Por desenvolver muito bem sua função ali, foi convidado por um grupo familiar a dirigir 17 empresas em outro Estado. A mudança, com esposa e filhos, o fez começar nova vida. Para sua surpresa, após quatro anos no emprego seu cargo foi suprimido, o que levou ao seu desligamento da organização. Mas Wilson não deixou por menos: montou seu próprio negócio, partindo para a nova empreitada com toda a força.

Hábil nos relacionamentos, o profissional conseguiu ganhar muito dinheiro com seu bem-sucedido empreendimento e conquistar a admiração de seus parceiros comerciais e de sua equipe de trabalho. Por essa razão, quando faltou a um compromisso com um cliente antigo, a falha não foi levada muito a sério. Quando um dia dormiu até a hora do almoço, todos acharam que ele estava muito cansado e que merecia esse descanso. Quando deixou de fazer a barba por uma semana inteira, todos estranharam, mas concluíram que aquela poderia ser uma boa idéia, que seria interessante ter uma nova imagem.

Na verdade, as pessoas ao redor de Wilson começaram a se preocupar com seu estado somente quando ele ficou em casa trancado em seu quarto durante quatro dias, sem falar com ninguém, sem comer, sem beber nem sequer tomar banho. Na seqüência, o profissional brigou com seus sócios, perdeu clientes e acabou fechando sua empresa. Entretanto, Wilson nem se deu conta de todo esse malogro. Em vez disso, continuou em casa dormindo. Ademais, nos momentos acordado não manifestava nenhum interesse pela vida.

O padrão da família, então, despencou. Para pagar contas, a esposa de Wilson se encarregou da venda da casa, dos automóveis do casal e do que mais pudesse ser convertido em dinheiro. Paralelamente, tentou de tudo para fazer o marido voltar a si: conversou, brigou e finalmente o encaminhou à terapia. O diagnóstico: Wilson estava com depressão profunda. Hoje em tratamento psiquiátrico, ele busca recuperação, mas ainda tem certas recaídas. Sua esposa, brava guerreira, permanece a seu lado, segura de que em breve ele vai se restabelecer.

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Qualquer pessoa está sujeita a sofrer variações emocionais; a, em determinados momentos, estar em "baixa" e, em outros, voltar a ficar em "alto astral". Mudanças como essas são normais. Por outro lado, a depressão, cujas reações são muito mais intensas do que as costumeiras alterações entre o estado de felicidade e o de tristeza, é uma doença que merece ser analisada e debatida de forma aberta e pontual.

Muito mais do que causar falta de energia ou desinteresse temporário, a depressão pode levar um ser humano ao "fundo do poço", junto com projetos e entes importantes de sua vida. Descobrir as razões desse mal pode parecer um caminho bastante complexo; afinal, nem sempre situações concretas explicam seu surgimento. Apenas uma coisa é certa: o sofrimento causado por ele é intenso e precisa ser combatido com ajuda profissional, tendo como suporte a família e amigos. A chance de vencer a doença é maior quando seus sintomas não são encarados como sensações simplesmente passageiras. O primeiro grande passo para a cura é esta descoberta. Somado a isso, é preciso aceitar o episódio que se está vivendo, pedir socorro e, em alguns casos, até "sair de cena" para poder se restabelecer.

SAIBA MAIS...

Incentivo aos bons alunos Fruto de uma parceria entre três empresas (BS Colway Pneus, Grupo RPC e Regional Imobiliária), o Instituto Bom Aluno, por meio do Programa Bom Aluno, tem incentivado desde 1993 jovens carentes a continuar na escola e conduzir com sucesso seus estudos. Atualmente o programa beneficia 400 estudantes de Curitiba e região metropolitana. Todos foram selecionados em escolas públicas mediante critérios como freqüência (acima de 90%), desempenho (notas acima de 7,0), ausência de reprovação e situação socioeconômica. O projeto oferece aulas de redação, matemática, português, inglês e espanhol (que podem se desdobrar em intercâmbios culturais para aquisição de fluência), informática, hábitos de estudo e desenvolvimento pessoal, entre outras. A partir da 8a série os bons alunos são inseridos pelo programa (que atende jovens desde a 6a série até a pós-graduação) em instituições de ensino particulares. O projeto existe não só em Curitiba, mas também em cidades do interior e em outros Estados, totalizando 800 pessoas atendidas em todo o Brasil - sendo que, em cada localidade, é mantido por diferentes parceiros. Seus alunos provam que esforço e dedicação podem ser recompensados.

Bernt Entschev é presidente do Grupo De Bernt. Empresário com mais de 36 anos de experiência junto a empresas nacionais e internacionais. Fundador e presidente do grupo De Bernt, formado pelas empresas: De Bernt Entschev Human Capital, AIMS International Management Search e RH Center Gestão de Pessoas. Foi presidente da Manasa, empresa paranaense do segmento madeireiro de capital aberto, no período de 1991 a 1992, e executivo da Souza Cruz, no período de 1974 a 1986.

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