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A confirmação de focos de febre aftosa em fazendas de Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira com o Paraguai e à divisa com o Paraná, levou a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) a reter cerca de 600 animais de casco aberto – bovinos, eqüinos, suínos e ovinos – em Toledo, Oeste do estado. Os animais foram retidos há dez dias no Centro de Eventos Ismael Sperafico, após a Expo Toledo 2005, evento realizado entre 8 a 12 de outubro. Os técnicos da Seab coletaram amostras de sangue de parte do rebanho, para verificar se há contaminação do vírus.

Os animais permanecem numa espécie de quarentena. O diretor do Centro de Eventos, Cláudio da Cruz, informou que o local onde eles estão foi isolado pela Seab. De acordo com o Núcleo Regional da Secretaria em Toledo, a medida é preventiva, uma vez que alguns animais que participaram da feira vieram do Mato Grosso do Sul.

Apesar de ainda não ter saído o resultado da análise, a Seab afirma que não existe suspeita de febre aftosa e garante que todos os animais que participaram da Expo Toledo apresentaram guia de trânsito animal, o que comprova a vacinação contra a doença. Em Londrina, o vice-governador e secretário de Agricultura, Orlando Pessuti, afirmou que a quarentena em um caso como esse é um procedimento recomendado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Organização Internacional de Epizootias (OIE), sediado em Paris e que regulamenta as questões de sanidade animal.

O caso vem sendo acompanhado pela Sociedade Rural de Toledo. O presidente da entidade, João Tonin, foi procurado pela reportagem da Gazeta do Povo, mas não foi encontrado para falar sobre o assunto.

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