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A Arquidiocese de Curi­tiba se prepara para aprovar em assembleia o 17.° Plano de Evan­gelização. Será um momento de importância para toda a nossa Igreja local, nossas paróquias e comunidades.

As perguntas do Papa Paulo VI na Exortação Apostólica Evange­lização no mundo contemporâneo continuam sendo atuais: "O que é feito, em nossos dias, daquela energia escondida da boa-nova, suscetível de impressionar profundamente a consciência dos ho­­mens? Até que ponto e como essa força evangelizadora está em condições de transformar verdadeiramente o homem do nosso século? Quais os métodos que se deverão seguir para proclamar o Evangelho de modo que sua potência possa ser eficaz?" (EN 4). São perguntas atuais que revelam a preocupação de toda a Igreja, e no Brasil nossas ações no âmbito pastoral, desde o início dos anos de 1970, refletem essa realidade.

Na última Assembleia Geral da CNBB, realizada no ultimo mês de maio, aprovamos as novas diretrizes para a Igreja no Brasil, uma proposta de evangelização marcara pela missão e uma ação promotora da vida. Se destacam nessas diretrizes o encontro com Jesus Cristo e as ações a partir Dele, em meio às marcas de nosso tempo.

São apresentadas cinco urgências pastorais que a Igreja estará trabalhando como prioridade de 2012-2015. São elas: Igreja em estado permanente de missão, casa de iniciação cristã, lugar de animação bíblica da vida e da pastoral, comunidade de comunidades e a serviço da vida plena para todos.

Com essa dinâmica a Igreja quer ser sinal de Deus e marcar a evangelização em todo nosso país. É claro, com um rosto marcado pela Conferência de Aparecida, rosto missionário e profético, onde a Arquidiocese de Curitiba não pode ser diferente desse eixo norteador.

Em nossa realidade eclesial os desafios são grandes, somos chamados a avançar em direção aos novos areópagos, promovendo a unidade e comunhão com as nossas 135 paróquias e mais de 100 organizações pastorais e movimentos.

Nossa Igreja e todos os animadores de comunidades, leigos e leigas, sacerdotes, diáconos, seminaristas e religiosos e religiosas são provocados para assumir novas posturas no que se refere ao acolhimento, no encontro de pessoas afastadas, batizadas e que deixaram nossas comunidades. Uma Igreja mais próxima da realidade, que contemple a família, que revele a força da juventude e bem formada nos diversos níveis. Toda a realidade eclesial complexa em diversos horários.

Toda ação eclesial é chamada a dar respostas de amor e simplicidade, onde toda colaboração com outras realidades são bem-vindas como meios de comunicação, educação e conselhos de gestão comunitários que motivam, ajudam e firmam pontos de comunhão para uma sociedade melhor e preocupada com os valores do Reino de Deus.

Ainda lembro que os párocos são os primeiros a dar testemunho desse compromisso de unidade, de ação prática para aplicação do plano e assim se estende a toda a comunidade paroquial.

O objetivo da nossa assembleia que será no dia 20 próximo, na paróquia São José do Capão Raso, é que trabalhemos com determinação e as ideias para a evangelização se tornem claras e sejam divulgadas em toda a nossa Igreja arquidiocesana.

O empenho deve ser de todos, as diferenças geográficas, os costumes de comunidades, os limites devem ser vencidos para abrangermos essa realidade. O marco de uma Igreja missionária, inculturada e marcada pela Mensagem e pelo Mensageiro são de extrema importância para todos nós.

Outra questão relevante é a gratuidade que deve ser marca de todos nós para repensarmos nossas comunidades, fazer Jesus ser conhecido, superar a mentalidade da Igreja de cristandade, para abraçar a causa missionária. Este é o nosso desejo que nas próximas edições daremos mais detalhes e ampliaremos nossa reflexão.

Rezo para que Nossa Senhora da Luz dos Pinhais interceda por todos nós e pelos trabalhos em benefício do novo plano de evangelização. A todos os evangelizadores e evangelizadoras que trabalham pelo Reino, minha bênção episcopal.

Dom Moacyr José Vitt, arcebispo metropolitano de Curitiba.

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