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Educação continuada

O novo perfil do profissional

O especialista já foi o mais requisitado pelo mercado de trabalho. Depois foi a vez do polivalente. Agora, o que as empresas buscam é o profissional que saiba de tudo, mas que seja muito bom em uma área

O profissional que conhece um pouco de tudo, mas que, ao mesmo tempo, é um grande conhecedor de uma área específica. Este é o perfil desejado pelas empresas de todos os portes neste novo milênio. "A generalidade se tornou requisito básico e a especificidade o diferencial da pessoa", defende o consultor de empresas Luciano Sala­macha, do Instituto Salamacha de De­­­senvolvimento Humano.

Segundo ele, a cada década um novo profissional é exigido no mercado. Nos anos 1980, o especialista era o mais valorizado. Na dé­­cada de 1990, foi a vez do polivalente, que entendesse de tudo um pouco. Hoje conquista novos mercados e cresce na empresa o profissional generalista, es­­pecialista e que atua com espírito em­­preendedor dentro da empresa.

Um dos caminhos para atingir este grau de exigência, segundo o consultor, são os cursos de pós-graduação, que oferecem técnicas e conhecimentos mais aprofundados adaptados a este novo perfil. "O crescimento virá como consequência do estudo e pela aplicação prática. Além das aulas e trabalhos, é muito importante ter contato com profissionais que utilizam as ferramentas ensinadas", afirma a consultora de carreira Adriana Basso, da Dupla Via Desenvolvi­­mento Humano.

Para ela, além de se manter atualizado e conhecer novas tecnologias, fazer uma pós é importante para manter o networking (relacionamento profissional) na área de interesse. Foi o que aconteceu com o diretor comercial de uma cafeeira, Guilherme Augusto Lappe, que fez MBA em Gestão Estratégica de Empresas na ISAE/FGV e, com os conhecimentos adquiridos com o curso, conseguiu aumentar o faturamento da empresa em 25%. "A oportunidade de estudar com colegas de diversas áreas como RH, marketing e comercial, e continuar em contato com eles, é importante para me manter atualizado."

Para o headhunter Bernt Entschev, da consultoria Bernt Entshev Human Ca­­pital, como algumas áreas avançam muito rapidamente e necessitam da reciclagem constante do profissional, o ideal é que ele procure uma pós-gradua­ção a cada ciclo de dois a cinco anos. "É um requisito básico para ter condições técnicas de atuar", diz.

O empresário Anderson Viana trabalhou nove anos com administração e sete anos em gestão de RH. Com o tempo, percebeu uma demanda por assuntos jurídicos na sua empresa. Decidiu fazer uma pós-graduação em Direito Previdenciário na UniCuritiba e em pouco tempo conseguiu oferecer mais e melhores serviços para os clientes. "Não foi nem preciso esperar terminar o curso, o que aprendia em sala de aula aplicava no dia seguinte no meu trabalho."

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