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As dez vagas iniciais do primeiro curso de mestrado em Design do Sul do Brasil, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, promete ter um processo de seleção bastante disputado. Antes mesmo da divulgação, há pessoas de várias partes do país e também de fora interessadas, como do próprio Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Amazonas e Argentina.

Segundo a coordenadora do curso, Carla Galvão Spinillo, somente por e-mail houve 30 contatos, fora os telefonemas. "Só de ouvir falar já está com essa demanda. E acredito em uma boa integração com o pessoal do Cone Sul e Mercosul, com países como Paraguai, Uruguai, onde o Design é mais escasso. Pela localização geográfica do Paraná, possivelmente vamos atingir esse pessoal", afirma Carla Spinillo.

O curso foi autorizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em setembro deste ano. Será o segundo em uma universidade federal e o quinto do país. O mestrado é oferecido apenas no Recife, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); no Rio de Janeiro, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI – UFRJ), e no interior de São Paulo, no campus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Na UFPR, a área de concentração será em Design de Gráficos e Produtos, as duas principais vertentes do Design. As linhas de pesquisa serão duas: Design de Sistemas de Informação e Design de Sistemas de Produção e Utilização. "O curso da UFPR é diferenciado do Rio e São Paulo, faz com que o aluno possa vir atuar com a gente, pela diferença do perfil", avalia a coordenadora. Como explica a professora Carla, na PUC-Rio o curso é mais ligado à área de Artes e na ESDI em História. "Em São Paulo também é mais genérico, mas o que diferencia é que aqui há uma interface maior com a indústria", explica.

Na opinião da coordenadora do mestrado, "com certeza o Sul vai absorver os mestres em Design". Segundo Carla Spinillo, a maioria dos interessados são designers recém-formados e há muitos docentes. Para ela, a maior procura deverá ser pela formação acadêmica, vertente que prioriza a formação da pessoa que atuará na academia em encaminhamento para doutorado, para trabalhar com pesquisa. "Tínhamos grande dificuldades e tínhamos que buscar esses profissionais em Engenharia, Mecânica, Arquitetura, por falta de capacitação", complementa a coordenadora.

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