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PR vai inovar em eletrônica embarcada

Lactec fecha parceria de seis anos com a recém-criada Embrapii para desenvolver dispositivos inteligentes para a indústria

  • Camille Bropp Cardoso
  • Atualizado em às
Luiz Vianna, do Lactec: “Queremos desenvolver a indústria paranaense, mas também conseguir parceiros nacionais” |
Luiz Vianna, do Lactec: “Queremos desenvolver a indústria paranaense, mas também conseguir parceiros nacionais”
 
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O Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Ins­­ti­­tutos Lactec), de Curitiba, quer levar dispositivos móveis inteligentes para os sistemas das indústrias. E acaba de ganhar seis anos de apoio para desenvolver projetos nessa linha. O Lactec é uma das dez organizações de pesquisa selecionadas para participar do primeiro edital da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Indus­­trial (Embrapii), criada em 2013 para disseminar pólos inovadores no país. Até 2020, os institutos terão de apresentar periodicamente projetos dentro da linha de pesquisa escolhida, buscando apoio de empresas e contando com suporte do Embrapii, que banca um terço do custo de cada empreitada. O edital conta com reserva de R$ 450 milhões do governo federal.

O Lactec optou por apresentar projetos de eletrônica embarcada, área em que são desenvolvidos componentes eletroeletrônicos para serem usados em estruturas móveis. Em outras palavras: é a eletrônica que pode ser aplicada a tudo que se move, de um avião até a transmissão de energia. A instituição paranaense – única do estado no edital – está se aproximando de parceiros para definir melhor seus primeiros projetos. Mas, entre as ideias iniciais, está implementar dispositivos (componentes e software interligados) para que as concessionárias de energia percebam com antecedência risco de falhas, por exemplo.

A escolha por essa linha de pesquisa tem a ver com a experiência do instituto em eletrônica, mas também com a busca por versatilidade. O Lactec quer abrir o leque de parcerias, apesar de sua história estar ligada à energia elétrica – a instituição surgiu neste ano da união de diversos institutos, entre eles o Centro de Hidráulica e Hidrologia Parigot de Souza (Cehpar), parceiro da Copel. “Quando se fala de eletrônica embarcada, estamos falando de indústria em geral”, explica o diretor-presidente do Lactec, Luiz Fernando Vianna. Ele cita a automobilística, que já faz uso de eletrônica embarcada em sistemas como o de injeção eletrônica de combustível. “Queremos desenvolver a indústria paranaense, mas também conseguir parceiros nacionais.”

Versatilidade

Sem fins lucrativos e custeado por parcerias com empresas e universidades, o Lactec comemorou o lançamento do edital do Embrapii, em abril. “Fazia tempo que não havia um edital voltado à inovação nas áreas em que atuamos”, diz Vianna. A organização participou nos últimos anos de outros editais na área, como os da Finep – Inovação e Pesquisa, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, assim como a Embrapii. O chamamento da Embrapii, porém, tem a vantagem de permitir aos participantes diversificar projetos, em vez de investir tempo em uma só iniciativa. Na visão de Vianna, esse método é inovador por si só ao dar liberdade para que mais e mais ideias saiam do papel.

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