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São Paulo – O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sergio Antonio Reze, citou os dados macroeconômicos para justificar a elevação da previsão das vendas de veículos para 17% em 2007, ante previsão anterior de 12%, feita em março deste ano. Segundo ele, os juros baixos, a extensão dos prazos para financiamento e a expansão do acesso ao crédito são as causas do aumento de vendas verificado no setor.

"Temos um cenário de certezas. O governo Lula sinaliza que as principais variáveis econômicas não serão modificadas, pelo menos até 2010", afirmou, em entrevista coletiva concedida após a divulgação dos números de vendas de veículos em junho. "A política conduzida pelo Banco Central, de redução moderada dos juros e controle de inflação, deu certo. Conseguimos conciliar uma política econômica responsável com crescimento econômico", acrescentou.

Para ele, a queda nas vendas verificada em junho ante maio se deve ao menor número de dias úteis e por isso a tendência de alta continua. "Uma alta de 19%, como alguns estão prevendo, seria excepcional, mas um desempenho entre 20% e 25% poderia ser complicado para que o país pudesse acompanhar esse resultado", declarou. Foi o terceiro melhor mês da história em vendas tanto para automóveis – atrás apenas de maio de 2007 e dezembro de 2006 – quanto para comerciais leves – atrás de maio de 2007 e de março de 2007.

Reze discordou, entretanto, da necessidade de ampliação dos prazos de financiamento para 84 meses. "O padrão internacional é de 60 meses e é o ideal, até porque a maior parte dos consumidores não fica com o carro até o final desse prazo. Ele volta à concessionária em 12, 24 ou 36 meses e financia outro veículo", explicou.

Reze disse também que as vendas de caminhões já apresentam um crescimento sustentado – 38,29% em junho ante o mesmo mês de 2006 e 16,87% no primeiro semestre ante os primeiros seis meses do ano passado. Ele citou a melhoria do desempenhos dos setores ligados à mineração, agricultura e indústria, bem como o efeito China, para justificar a segunda maior venda na história do setor – em junho, 8.083 unidades –, atrás apenas do resultados de maio deste ano (8.706 unidades). O terceiro melhor mês da história foi março deste ano, com 7.847 unidades.

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