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Receita admite que arrecadação federal crescerá menos de 4% este ano

A projeção de crescimento da arrecadação foi reduzida pelo terceiro mês consecutivo. Até maio, a Receita projetava expansão real perto de 4,5%

Depois de a arrecadação federal apresentar queda real de 6,55% em junho, o Fisco reduziu a estimativa de crescimento das receitas da União em 2012. De acordo com a secretária adjunta da Receita Federal, Zayda Manatta, a arrecadação deverá fechar o ano com expansão entre 3,5% e 4%, levando em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo Zayda, o crescimento deverá ficar mais próximo de 4%. A nova estimativa, explicou, leva em conta a redução para 3% da previsão oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, a projeção considera desonerações promovidas pelo governo nos últimos dois meses, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos e a linha branca (fogões, geladeiras, tanquinhos e máquinas de lavar).

A projeção de crescimento da arrecadação foi reduzida pelo terceiro mês consecutivo. Até maio, a Receita projetava expansão real perto de 4,5%. Em junho, a estimativa passou para 4%. No entanto, o próprio órgão admitiu que a projeção seria novamente revisada para baixo por causa dos indicadores econômicos e das alterações na legislação.

No primeiro semestre, o governo federal arrecadou R$ 508,6 bilhões, 3,66% a mais que no mesmo período do ano passado descontando o IPCA. Considerando apenas a arrecadação de junho, no entanto, houve queda real de 6,55%. Segundo Zayda, a arrecadação voltará a acelerar no segundo semestre, até fechar o ano perto do crescimento previsto. "O segundo semestre será marcado pela recuperação da economia. A expectativa é a de crescimento gradual da arrecadação", disse.

Apesar de apostar na recuperação das receitas federais no segundo semestre, Zayda diz que ainda é cedo para prever exatamente quando a entrada de dinheiro no caixa do governo voltará a crescer. "Como existe uma certa defasagem entre o comportamento da economia e a arrecadação, não dá para cravar uma data", justificou.

Em relação à arrecadação de julho, cujo resultado só será divulgado no fim de agosto, a Receita não descarta que se repita a queda na comparação com o ano passado. Isso porque, no mesmo mês de 2011, a mineradora Vale pagou R$ 5,8 bilhões em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre receitas de exportação após perder uma ação na Justiça. "É importante lembrar que o resultado de julho foi influenciado pelo recolhimento atípico de uma mineradora, que não se repetirá neste ano", ressaltou Zayda.

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