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Negócios

Rivais da Sadia e da Perdigão estão otimistas

Resistência do varejo à concentração de mercado ajuda a abrir espaço para marcas concorrentes, dizem executivos

Cafelândia e Medianeira - A criação de um gigante na área de processamento de carnes, com a fusão de Perdigão e Sadia, parece não assustar as cooperativas locais que já disputavam os mercados nacional e internacional com essas empresas. Pelo contrário, o surgimento da Brasil Foods está sendo encarada com otimismo por dirigentes de empresas do Oeste do Paraná.

"Essas duas empresas já estavam no mercado e sempre foram concorrentes leais", diz Valter Pitol, presidente da Cooperativa Agrícola Consolata (Copacol), Valter Pitol. A Copacol abate 300 mil frangos diariamente e dedica 37% da produção às exportações para mais de 30 países. Com sede no município de Cafelândia, a cooperativa prevê crescer 12% em 2009 e alcançar um faturamento de R$ 1,1 bilhão. "Vamos continuar com nosso trabalho como foi planejado, mantendo os processos produtivos, o posicionamento de mercado. Acreditamos, em princípio, que não devemos ter preocupação maior", diz o executivo, para quem o aparecimento de uma empresa do porte da Brasil Foods pode influenciar positivamente na remuneração de toda a cadeia produtiva.

Se a Copacol enfrentava a concorrência da Perdigão e da Sadia na área de frangos e encara a fusão com otimismo, a Frimesa Cooperativa Central, também espera obter vantagens no mercado de carne suína, leite e derivados industrializados. A coopererativa da cidade de Medianeira abate pouco mais de 3 mil suínos e processa 700 mil litros de leite por dia.

Para o diretor presidente da Frimesa, Valter Vanzela, a fusão das concorrentes não traz preocupação, mas sim "possibilidades interessantes". "Acredito que nosso posicionamento de mercado pode até melhorar. Muitas redes de supermercados não vão querer ficar na mão de apenas um único fornecedor", raciocina. "No entanto, ainda não temos noção de como isso vai funcionar exatamente. Precisamos dar tempo ao tempo", completa o executivo. A Frimesa faturou R$ 680 milhões no ano passado e espera passar dos R$ 800 milhões nesse ano, com um crescimento na casa dos 16%.

A Marfrig Alimentos, cuja marca DaGranja possui uma fábrica em Curitiba, também crê na resistência dos varejistas à concentração de mercado provocada pela fusão da Perdigão e Sadia. Dessa maneira a empresa, que tem 57 unidades de produtos de carne bovina, suína, ovina e aves e um faturamento anual de R$ 12 bilhões, poderia se consolidar como a principal alternativa à Brasil Foods. "A Marfrig já vinha agindo para ampliar sua participação na área de alimentos industrializados e agora acelerou seu projeto, antecipando uma série de ações para se apresentar como a melhor alternativa à essa concentração", diz o diretor de Marketing da Marfrig, Sérgio Mobaier.

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