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Saiba como aproveitar queda dos juros para trocar de dívida no banco

Se a negociação com o banco credor não render a taxa desejada, especialistas recomendam pesquisar para migrar a dívida para outro banco com juros menores

A queda dos juros nos bancos brasileiros dá chance de pagar juros menores em dívidas com bancos. Se a negociação com o banco credor não render a taxa desejada, especialistas recomendam pesquisar para migrar a dívida para outro banco com juros menores.

No caso de crédito pessoal, empréstimo para aquisição de veículos ou de bens, o primeiro passo para migrar a dívida é exigir na agência do banco credor um extrato ou boleto bancário que informe o valor atualizado do saldo devedor, isto é, quanto falta de amortização. O documento deve informar separadamente quanto faltaria quitar em juros.

A mudança de banco em financiamento imobiliário é diferente e envolve também consideração de gastos com impostos e cartórios.

Mas o governo já prepara uma Medida Provisória para reduzir também os custos da migração de empréstimos imobiliários com menores custos e sem necessidade de novo registro em cartório.

Com o documento que informa o saldo devedor sem incidência de juros na mão, o cliente deve procurar o banco que oferece o juro menor para transferir sua conta e analisar a melhor modalidade de crédito. Pode valer a pena transferir a dívida do crédito pessoal para o crédito consignado (com desconto em folha), com juros menores, por exemplo.

"O banco credor deve dar um boleto bancário com a dívida. Fazemos a análise do crédito e a maneira mais barata de quitá-lo", explica Liliane Vidal, gerente regional de pessoa física da Caixa Econômica Federal no Rio.

Trocar a dívida pode fazer diferença significativa no bolso. A pedido do GLOBO, o economista Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), simulou a diferença no caso de um empréstimo de R$ 5 mil. Se o banco antigo oferecia uma taxa de juro em que o custo efetivo total de encargos chegava a 5,50% ao mês para pegar emprestado R$ 5 mil e quitar em 36 meses (3 anos), a parcela ficaria em R$ 321,83. Então se o cliente paga seis parcelas mensais e resolve mudar de banco, para outro com taxa mensal de 2,5%, a dívida restante em valor atualizado para quitação (já abatidos os juros) é de R$ 4.677,40 Com a troca de banco, restariam 30 parcelas de R$ 223,48, ou seja, uma redução de R$ 98,35 no valor da parcela, que significa um desconto total na dívida de R$ 2.950,50.

"O ideal é o consumidor pesquisar muito e barganhar para conseguir ter acesso a condições de crédito melhores. É recomendável que este cliente faça antes uma tentativa de redução do custo de empréstimo junto ao seu banco", diz Oliveira.

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