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O novo Galaxy Note 9. | TIMOTHY A. CLARY/AFP
O novo Galaxy Note 9.| Foto: TIMOTHY A. CLARY/AFP

A Samsung revelou o Galaxy Note 9 nesta quinta-feira (9), em Nova York, apostando no dispositivo de tela maior para recuperar as vendas de uma linha principal em dificuldades e combater os próximos iPhones da Apple no fim do ano.

O Galaxy Note 9, com tela de 6,4 polegadas, começará em US$ 1 mil e pode chegar a US$ 1.250 — cerca de US$ 100 acima da versão mais cara do iPhone X, um dos smartphones mais caros do mundo. O novo aparelho se parece com o Galaxy Note 8 de 6,3 polegadas, lançado em 2017, mas traz novidades em um dos recursos característicos dalinha, a caneta, que agora conta com conexão Bluetooth, e uma câmera que tira fotos mais nítidas que o Galaxy S9, lançado no começo deste ano, segundo a Samsung.

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O mais recente dispositivo da Samsung entra no ringue em um momento de desaceleração global da demanda de smartphones e um desempenho decepcionante do seu irmão menor, o Galaxy S9. O aparelho não conseguiu captar a atenção dos consumidores nem impedir as chinesas Huawei e Xiaomi de ganharem mercado às custas da gigante sul-coreana. O Galaxy Note 9 também terá a concorrência dos novos iPhones, normalmente revelados em setembro.

“O produto [Galaxy S9] era muito parecido com o S8. Não era suficientemente característico aos consumidores para justificar a atualização”, disse Bryan Ma, vice-presidente de pesquisa de dispositivos da consultoria IDC. “Minha preocupação é que o Note 9 possa ter o mesmo destino.”

A nova S Pen do Galaxy Note 9.TIMOTHY A. CLARY/AFP

Uma nova versão da caneta, chamada S Pen (na foto acima), é a atualização de destaque deste ano. Ela permitirá que os usuários controlem remotamente a câmera do Galaxy Note 9 e alternem entre os slides de uma apresentação, disse a empresa. Ela também permitirá uma escrita e desenho mais precisos na tela do aparelho. A atualização da câmera está no mesmo nível da versão da do S9, com o aprimoramento das cores e da exposição. O Galaxy Note 9 reposiciona o leitor de impressão digital abaixo da câmera (o anterior, ao lado dela, foi alvo de críticas), mas não o taz embutido na tela, algo que a empresa disse estar desenvolvendo.

O Galaxy Note 9, que vem em vários tons, incluindo azul e roxo nos Estados Unidos e preto e cobre no resto do mundo, ostenta uma versão atualizada do sistema DeX da Samsung. Esse recurso permite que os usuários conectem seu dispositivo a um monitor usando um acessório separado, basicamente transformando o smartphone em um computador completo com aplicativos. O smartphone foi projetado para incentivar a adoção do recurso, permitindo que os usuários conectem ele a um monitor por meio de um cabo HDMI, ignorando a necessidade de comprar uma estação (”dock”) separada.

A Samsung está contando com seu mais recente dispositivo para liderar as vendas no período crucial de festas de fim de ano e revitalizar uma divisão de telefonia móvel, onde os lucros caíram quase pela metade no último trimestre. Após uma robusta década de crescimento, a demanda está esfriando à medida que os consumidores esperam mais tempo antes de substituir os dispositivos, mesmo com marcas chinesas mais baratas inundando o mercado e diminuindo o domínio de longa data da Samsung e da Apple.

A Samsung se culpou em parte pelo desempenho decepcionante, dizendo em um comunicado que tem estado na defensiva por muito tempo. Desde o recall do Galaxy Note 7, propenso a incêndios, que custou à empresa bilhões de dólares, a empresa intensificou as inspeções de qualidade, mesmo que isso significasse recusar inovações dos consumidores.

Essa postura está sendo relaxada com executivos prometendo a chegada de recursos que chamam a atenção de forma mais agressiva. A conectividade 5G, que oferece internet mais rápida, é uma das características que a Samsung está tentando levar aos consumidores, a empresa informou em uma teleconferência mês passado.

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Mesmo em tempos difíceis, a Samsung tem uma sólida fonte de renda para a qual pode investir: chips de memória. A empresa é uma das maiores fabricantes de chips do mundo, com a SK Hynix e a Micron. Ela também fornece as telas de diodos emissores de luz orgânicos (OLED) usadas em dispositivos premium, como o iPhone X.

As sólidas reservas financeiras também ajudaram a empresa sul-coreana a criar a maior fábrica de smartphones do mundo na Índia este ano, um evento que juntou os líderes dos dois países com o vice-presidente Jay Y. Lee, chefe de fato da Samsung.

Nos Estados Unidos, o Galaxy Note 9 entra em pré-venda nesta sexta-feira (10) e começa a ser entregue e vendido nas operadoras e varejo a partir do dia 24 de agosto. Ainda não há data nem preço para o lançamento no Brasil.

Parceria com Spotify e Fortnite

DJ Koh,, presidente e CEO da Samsung Electronics, e Daniel Ek, CEO do Spotify.Drew Angerer/AFP

No mesmo evento em que revelou o Galaxy Note 9, a Samsung anunciou uma parceria de longo prazo com o aplicativo de músicas Spotify, o que inclui o Galaxy Home, uma caixa de som Bluetooth que concorre com o HomePod, da Apple.

A parceria com o Spotify pode aparecer em todos os dispositivos da Samsung a partir de agora: celulares, TVs, caixas de som e até geladeira. A ideia é que o aplicativo de músicas já apareça nas pré-configurações dos aparelhos da Samsung e que o usuário desfrute de uma integração doméstica com dispositivos.

Ainda não está claro se as pessoas que não assinam Spotify terão algum tipo de facilidade ou desconto.

Outro destaque é que usuários do Samsung Galaxy terão conteúdo exclusivo do Fortnite, fenômeno entre os jogos online, desenvolvido pela Epic Games.

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