O Sindicato dos Trabalhadores no Saneamento (Saemac) conseguiu impedir, em primeira instância, que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) contrate empresas e trabalhadores terceirizados para a realização de trabalhos que sejam da atividade fim.
Para o Saemac, a contratação de terceiros para serviços de manutenção de redes de água e esgoto sanitário, ligações, corte e religação de água e esgoto e tratamento de esgoto podem gerar demissões em massa. "Tal iniciativa apresenta-se como medida de extrema importância para os trabalhadores saneparianos, vez que existe a possibilidade iminente de demissões em massa em razão da supressão de postos de trabalho resultantes da terceirização desenfreada promovida pela Sanepar", defende o sindicato, em nota.
A Sanepar, também por meio de nota oficial, informa que ainda não notificada da decisão da Justiça, mas que os serviços continuarão sendo prestados normalmente. A assessoria de imprensa da empresa informou que esse tipo de contratação feita no Paraná é prática comum em todas as empresas de saneamento do país.
Além de impedir novas contratação dessa modalidade, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho no Paraná (TRT-PR), dada pelo juiz federal Felipe Augusto de Magalhães Calvet, indica a cobrança de multa de diária de R$ 10 mil para cada trabalhador flagrado como terceirizado. Por ora, a decisão tem validade em todo o Paraná, mas ainda cabe recurso.







