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A balança comercial brasileira registrou, em agosto, superávit de US$ 3,535 bilhões, o que representa uma queda de 22,4% em relação a agosto de 2006, quando o superávit comercial somou US$ 4,554 bilhões, informou, nesta segunda-feira, o Ministério do Desenvolvimento. Este é o terceiro mês consecutivo de queda no superávit frente a igual período do ano passado.

Em agosto deste ano, apesar da queda do superávit, tanto as exportações quanto as importações bateram recorde. As exportações somaram US$ 15,1 bilhões, com média diária de US$ 656,6 milhões - a mais alta da história. Já as importações totalizaram US$ 11,56 bilhões no mês passado, com média diária de US$ 502,9 milhões, também um recorde histórico.

Efeito do câmbio

Com o crescimento das importações a taxas muito superiores a das exportações, uma conseqüência da forte valorização do real frente ao dólar nos últimos meses, o Brasil vem registrando, desde junho, superávits comerciais mensais inferiores aos do ano passado.

O superávit comercial de agosto deste ano, de US$ 3,535 bilhões, embora tenha superado ligeiramente o de julho (US$ 3,347 bilhões), foi muito inferior ao de agosto de 2006, quando registrou US$ 4,554 bilhões, segundo os números do ministério.

O superávit mensal, que em abril e maio registrou crescimento de 35,7% e 28,2%, respectivamente, frente aos mesmos meses do ano passado, se reduziu em 6,8% em junho e em 40,8% em julho, na mesma comparação.Acumulado do anoNo acumulado do ano (janeiro a agosto), o superávit comercial teve recuo de 7,5%. Nos oito primeiros meses de 2006, a balança teve um saldo positivo de US$ 29,74 bilhões, recuando para US$ 27,51 bilhões em igual período deste ano.

De janeiro a agosto de 2007, as exportações somaram US$ 102,43 bilhões, com crescimento de 15,9% neste ano. Já as importações somaram US$ 74,92 bilhões nos oito primeiros meses de 2007, com elevação de 27,8%.

Com a previsão de que as importações continuem crescendo a um ritmo maior do que as exportações, incentivadas pela força do real frente ao dólar, os analistas prevêem que o Brasil fechará o ano com um superávit comercial de UIS$ 42,7 bilhões. O valor é inferior ao recorde histórico da balança comercial no ano passado, quando foi registrado superávit de US$ 46 bilhões.

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