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Cenário econômico

Taxa de juros pode continuar a cair nos próximos meses? Assista à análise

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou na última quarta-feira (29) uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que passou de 14,75% para 14,5% ao ano. É a segunda redução consecutiva da Selic. Mas há perspectiva para que essa queda continue nos próximos meses?

Jornalista da Gazeta do Povo e analista econômico, Guido Orgis falou sobre o assunto durante o programa Gazeta Agora. Ele destacou que a queda foi muito pequena e que, no momento, o BC dá mostras de que não tem muito espaço para ir além. “Ainda é uma taxa altíssima e que está fazendo efeito na economia”, avalia. Assista aqui à análise completa.

Um dos fatores por trás dessa taxa de juros elevada é a política economia do governo Lula, que apostou no arcabouço fiscal para tentar conter o crescimento da dívida pública, mas não foi bem sucedido. “Foram quatro anos de estímulo fiscal que se reflete na taxa de juros. E tem outros planos eleitoreiros que fazem com que o espaço para diminuir os juros seja ainda menor”, observa Guido.

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Petrobras tem “bomba armada” no preço dos combustíveis

Outra questão abordada pelo jornalista foi os efeitos da guerra no Irã sobre o preço dos combustíveis. O Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção mundial de petróleo, segue fechado e, nesta semana, o preço do barril de petróleo já voltou a superar os US$ 100.

“Pode ser que tudo volte ao normal logo, mas também pode ser que a guerra dure mais três, quatro meses. Para a economia brasileira, qualquer choque de preço na gasolina e no diesel vai estourar ainda mais a meta de inflação e fazer com que o Banco Central tenha, talvez, que rever sua política de redução de juros”, alerta Guido.

Ele lembra que hoje existe uma “bomba armada” na Petrobras. “A gasolina deveria estar custando mais e o governo está negociando um projeto para subsidiar a compra do combustível. Se não conseguir aprovar, talvez tenha que colocar um aumento significativo nas bombas.”

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Programa eleitoreiro pode custar caro aos cofres públicos

O governo federal prepara para os próximos dias o lançamento do Desenrola 2, programa para renegociação de dívidas, que deve permitir que o trabalhador utilize até 20% do FGTS para quitar seus débitos. Na avaliação de Guido, trata-se de mais um programa eleitoreiro e que terá custo para os cofres públicos: até R$ 9 bilhões.

De onde vai sair esse dinheiro? Uma alternativa em estudo é usar valores esquecidos nos bancos, uma proposta que ainda gera controvérsia. “O governo deveria fazer a lição de casa, arrumar as contas e fazer com que juros baixem. Talvez assim as dívidas da população não crescessem tão rápido”, conclui.

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