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A ex-ministra do Planejamento do governo Lula, Simone Tebet (PSB-SP), fez um alerta sobre as contas do governo. Para ela, o ajuste fiscal é uma necessidade urgente para controlar o rombo nas contas públicas: “A água bateu no nariz”.
“Ou se faz o (ajuste) fiscal, ou se faz o (ajuste) fiscal”, disse a ministra em entrevista exclusiva ao programa Amarelas On Air, da revista Veja. A ministra afirmou, no entanto, que defende metas para os próximos 25 anos em áreas como educação, saúde e segurança para garantir que o crescimento seja “sustentável”.
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Anteriormente, em março de 2025, quando ainda era ministra, Tebet havia declarado que o ajuste fiscal poderia ficar para 2027. Agora, a "receita" defendida por ela envolve garantir o crescimento econômico para aumentar a arrecadação sem a elevação de impostos.
Dentro da regra fiscal vigente, para ela, o governo deveria gastar, no máximo, 70% do aumento da receita, destinando o restante para o pagamento da dívida, disse a pré-candidata ao Senado. Simone Tebet defende que uma das medidas centrais para o equilíbrio é a revisão das renúncias fiscais, que somam cerca de R$ 600 bilhões por ano.
Ela propõe cortar cerca de 10% ao ano desses benefícios concedidos a grupos que não mais justificam tal auxílio, o que geraria uma economia crescente para o Estado.
“Se nós, por exemplo, cortarmos 10% desses gastos tributários ao ano, estamos falando de R$ 60 bi de economia no primeiro ano, R$ 120 bi se cortarmos 10% a mais a cada ano. Estamos falando, em quatro anos, de um aumento da receita sem aumentar impostos, apenas cortando benefícios de grupos que precisavam deles no passado, mas que hoje não se justificam mais”, afirmou.
A ex-ministra ainda descartou na entrevista ser vice na candidatura de Fernando Haddad em São Paulo. Simone disse que ou é candidata ao Senado, ou não é candidata “a nada”.









