A EAD, entidade criada pelas operadoras de telefonia vencedoras do último leilão do 4G e responsável por investir R$ 3,6 bilhões na implementação do processo de transição do sinal analógico para digital, ficará responsável pela aplicação da pesquisa que medirá a adesão dos lares à nova tecnologia.

O atingimento do porcentual é de total interesse das empresas, já que a faixa hoje ocupada pelo sinal analógico, de 700 MHz, será utilizada posteriormente pelo 4G – um atraso no desligamento do sinal analógico, portanto, prejudicaria os planos das operadoras na ampliação da internet móvel de quarta geração.

O resultado da pesquisa, por sua vez, terá de ser validado pelo Gired, grupo que inclui representantes da Anatel, do Ministério das Comunicações, das emissoras de rádio e TV e das operadoras de telefonia. Também não está definido o procedimento administrativo de validação dos dados.

“Aprendizado”

O discurso entre integrantes do Gired ouvidos nesta terça (12) durante o SET Sul 2015, em Curitiba, é que o projeto piloto em Rio Verde (GO) será um “aprendizado” e deve nortear as próximas ações.

“Esse alcance depende totalmente das campanhas de comunicação e do convencimento da população. O brasileiro, de qualquer cidade, vai ter de ser convencido a sair de casa em algum momento e gastar dinheiro. Ainda teremos de aprender se o programa de comunicação será suficiente, se o modelo estatístico vai corresponder à prática”, afirma o representante da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão no Gired, Paulo Ricardo Balduino.

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