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Curitiba

Trabalhadores terceirizados da GVT entram em greve

Eles reivindicam reposição da inflação mais 3% de aumento real nos salários

Funcionários da empresa CCO Telecomunicações, que presta serviço terceirizado para a operadora telefônica GVT, entraram em greve na terça-feira (4), após realização de uma assembleia em Curitiba. Os trabalhadores reivindicam a reposição da inflação mais 3% de aumento real nos salários. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Instalações Telefônicas do Estado do Paraná (Sintiitel), a GVT propôs um aumento de 2,8% de reajuste salarial.

De acordo com Joílson Graminho, secretário de assuntos sindicais do Sintiitel, a CCO presta serviço no estado inteiro, mas por enquanto a greve atinge apenas Curitiba. Cerca de 500 funcionários da terceirizada trabalham na capital. Destes, segundo o sindicato, em torno de 80% aderiram à paralisação.

Além do reajuste salarial, os grevistas pedem aumento no valor do aluguel do veículo próprio usado para trabalhar e o pagamento do adicional de periculosidade de 30%. "Vamos ter uma reunião com os patrões na tarde desta quarta-feira (5). Esperamos que a empresa apresente uma nova proposta. Amanhã (6) pela manhã vamos decidir em assembleia se a greve vai continuar", explicou Graminho.

O secretário do Sintiitel afirma que os grevistas estão mobilizados na Rua Antônio Rebelatto, no bairro Xaxim, em Curitiba, na frente de uma sede da CCO Telecomunicações. Os funcionários terceirizados que estão em greve fazem manutenção e instalação de telefones e internet da GVT. Cuidam da parte de telefonia da operadora na rua.

"Se permanecer a greve por tempo indeterminado as pessoas vão começar a ter problemas se precisaram de manutenção ou instalação de telefones da GVT", definiu Graminho.

Serviço ficará normal

A assessoria de imprensa da GVT afirmou que a manutenção de linhas telefônicas e banda larga em Curitiba, e em outras 28 cidades do estado, é feita por 10 empreiteiras contratadas. A empresa, por meio de nota oficial, disse que não participa das negociações entre a empresa terceirizada e seus funcionários, "porém tem a garantia da prestadora de serviço de que o andamento das atividades sob sua responsabilidade não será afetado", afirma a nota.

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